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Ela chegou na escola como um tsunami.Estilo roqueira com punk, nemo e mais características de outras tribos.Fato é que a sua entrada foi eletrizante.Ela sentou-se com sua mãe diante da porta da coordenação, aguardando o encaminhamento para a sua sala, que seria feito por mim mesma, depois de garantis a entrada dos alunos. O sinal para o início das aulas foi dado e… Quem disse que a garotada arredava pé de perto dela? Repeti o sinal com maior intensidade, dei umas broncas nos mais renitentes e a custo de alguns gritos, a turmas se dispersou, buscando cada qual a sua sala.Nos meus muitos anos de educadora, sento o cheiro de confusão no ar.
Auylas iniciadas, fui conversar com mãe e filha.Aí atentei aos detalhes do visual da nova aluna: cabelos multicolorido, com tons que variavam do lilás claro ao roxo “sexta-feira-da-paixão”, passando pelos degradès de vermelho e outras colorações indefinidas.Os piercings eram incontáveis, assim como as tatuagens.A calça jens colada ao corpo, parecia uma segunda pele, e o boné estiloso era de tecido xadrez com detalhes em pedraria.Visual arrasador para uma escola pública uq se empenhava há muito tempo ( e tinha até orgulho disso) em manter a garotada de uniforme, sem bonés (proibido com aval dos pais, no início de cada ano letivo), para garantir uma tranquilidade maior na escola.Então chaga a alemãzinha. prometendo ser um estopim que estabeleceria o caos num ambiente já com suas dificuldades próprias de educandário da rede pública e de educação inclusiva.
Dediquei um bom tempo em ouvir a história de vida da recém-chegada. a cada episódio narrado, mais se consilidava a minha certeza de que tinha diante de mim um problemão.Quando a gente pensa que já viu de tudo, a gente percebe que não é verdade.O s relatos passavam de mãe para a filha.No rosto da mãe evidenciava um pedido de socorro.No rosto da filha, a revolta, o olhar endurecida.Sua voz denunciava um desejo de destruição, e si e de tudo que estava ao seu redor.As palavras saiam de sua boca entrecortadas e sua inquietação apontavam um desiquilíbrio psicológico que raramente presenciei no meu trabalho.E isso tudo no primeiro contato!
E ela foi conduzida à sua turma e devidamente apresentada aos colegas e professores.Por tudo que ouvi das duas, tinha certeza, que ela passaria mais tempo fora de sala do que dentro.A menina já tinha passado por umas dez escolas em seus treze anos de existência.Nascida na Alemanha, era filha de mãe brasileira e pai alemão.Lá, num país de primeiro mundo, não conseguiram ajudar a garota.Agora aqui, já passou por va´rais instituições, particulares e públicas e… nada! Por onde passa é convidada a se retirar.
Como sempre quando ouço os relatos dos pais dos nossos alunos, na maioria dramáticos, penso no quanto estamos despreparados e desassistidos para lidar com as diferenças.A escola recebe todo tipo de aluno ( e deve ser assim mesmo), muitas vezes é o Juiz que determina que o menor infrator seja encaminhado para esta ou aquela escola.Mas ninguém, nenhuma autoridade faz o acompanhamento do educando em questão.As medidas sçao tomadas pela metade, comprometendo qualquer possibilidade de êxito na intervenção pedagógica.
Mas voltando à nossa alemãzinha a minha intuição já se comprovou.Em um mês em que ela está conosco, já tentou fugir da escola,já deu crise histérica em sala, nunca atende aos pedidos dos professore, enfim, é um tsunami que vem confirmar a fragilidade do sistema educacional como um todo.
Vamos continuar chamando a família da alemãzinha, fazendo novos relatórios para o psicólogo, mas os desafios não terminam aí.A Escola pede socorro. A cada dia recebemos mais alunos com comprometimento psíquico grave, com destrutura familiar absurda e as autoridades insistem em cobrarr das escolas sem oferecer uma ajuda profissional consistente.Já falei num outro artigo que o governosfaz uma economia burra.Deixa de investir qualitativamente na educação e acaba por gastar uma quantia astronômica com presídios de segurança máxima que nada resolvem.
A nossa alemãzinha nada mais é que a comprovação do que uma criação equivocada pode causar numa criança e o quanto uma educação apenas caucada na legalidade, em normas disciplinares rígidas não atendem alguns casos ( que se multiplicam em ritmo vertiginoso).Ou tem algo de muito errado no sistema educacional como um todo, ou sou eu que não tenho capacidade de entender por que uma menina de treze anos já passou por dez escolas e não pôde ficar em nenhuma.Alguém se arrisca a dizer onde está o erro?

educação inclusiva

Educação Inclusiva
“… Que problemas temos diante de um jovem que teria todos os motivos para a infelicidade, e consegue ver a beleza do mundo no que para nós, os “normais” é uma simples chuva?”

Professora Karen (CAE)

Inclusão- desafios à formação inicial e continuada do/a pedagogo/a
a partir da estudo realizado na região Litoral Norte do RS
Carla
Vanessa
Sandra
Evelyn

Pré-sumário:

Apresentação
O presente texto enfoca os resultados preliminares da pesquisa interdisciplinar realizada no Curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – em Cidreira – RS enfocando o papel do(a) pedagogo(a) na educação inclusiva. Para tanto, foram realizadas pesquisas bibliográficas e pesquisa de campo, a qual constou do mapeamento da oferta de educação inclusiva nos municípios de Cidreira e Balneário Pinhal. O objetivo dos estudos foi aprofundar os conhecimentos acerca da temática, bem como oferecer subsídios para o aprimoramento das práticas de formação inicial e continuada, em particular, no Curso de Pedagogia.

1.Contextualizando a pesquisa
1.1. A escolha da temática: Educação Inclusiva

A educação inclusiva enquanto uma das modalidades da educação escolar, está presente nos espaços e discussões acerca da formação inicial e continuada em Pedagogia. Portanto, torna-se relevante compreender e conhecer como tais práticas educativas ocorrem no contexto local e regional, visando aprimorar tal formação.

Ao enfocarmos a educação inclusiva, cabe destacar que a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul inovou ao prever no vestibular a destinação de 10% (dez por cento) do total de vagas para pessoas com deficiência. Todavia, ao tratar sobre educação inclusiva requer compreendê-la além da garantia do acesso, mas também com relação às condições de atendimento das demandas e a necessidade de aprimoramento das práticas de formação docente tanto inicial quanto continuada.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Especial na Educação Básica ( Resolução CNE/CEB 2000 de 17/02/2001), em seu artigo 2 estabelece que entende-se por educação especial:
[...] um processo educacional que se materializa no âmbito de uma proposta pedagógica, assegurando um conjunto de recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar, suplementar e, em alguns casos, substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a educação formal e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais, em todas as etapas e modalidades da educação básica.

Ao referir aos sujeitos, tais diretrizes salienta que consideram-se educandos que apresentam necessidades educacionais especiais, prioritariamente, aqueles que apresentam superdotação, ou condutas típicas de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos, e os portadores de deficiência, ou seja, com significativas diferenças físicas, sensoriais e intelectuais, decorrentes de fatos inatos ou adquiridos, de caráter temporário ou permanente.
Os objetivos da educação especial são: garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos, em todos os níveis, etapas e modalidades da educação, orientando os sistemas de ensino para assegurar acesso ao ensino regular, transversalidade da modalidade de educação especial desde a educação infantil até a educação superior, oferta do atendimento educacional especializado, participação da família e da comunidade, formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação para a inclusão, acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários, nas comunicações e informação e articulação inter-sensorial na implementação das políticas públicas.
Ainda, segundo as Diretrizes curriculares, a educação especial tem como função principal, propiciar ações que favoreçam determinados tipos de interações sociais, definindo, em seu currículo uma opção por práticas heterogêneas inclusivas. Sua organização curricular deve

ocorrer em todas as instituições escolares que ofereçam os níveis, etapas e modalidades da educação escolar previstos na LDB, propiciando o desenvolvimento sensorial, afetivo e intelectual do aluno, mediante um projeto pedagógico que contemple, além das orientações comuns, um conjunto de outros elementos que permitam definir objetivos, conteúdos e procedimentos relativos à própria dinâmica escolar.
Extraordinariamente, os serviços de educação especial podem ser oferecidos com classes especiais, escolas especiais, classes hospitalares e em ambiente domiciliar.
O serviço de apoio pedagógico pode ser desenvolvido nas classes comuns, mediante atuação de professor da educação especial, professores intérpretes das linguagens e códigos aplicáveis e outros profissionais em salas de recursos nas quais o professor realiza complementação e/ou suplementação curricular, utilizando equipamentos e materiais específicos.
A escola deverá possuir um projeto pedagógico que inclua educandos com necessidades especiais que siga as mesmas diretrizes já traçadas pelo Conselho de Educação para todas as etapas e modalidades da educação. Entretanto, esse projeto deverá atender ao princípio da flexibilização, para que o acesso ao currículo seja adequado às condições dos discentes, respeitando seu caminhar próprio e favorecendo seu progresso escolar.
A avaliação, na educação especial, deverá levar em conta todas as variáveis, as que incidem na aprendizagem, as de cunho individual, as que dizem respeito às condições da escola e da prática docente, as que inspiram diretrizes gerais da educação, bem como as relações que se estabelecem entre elas.
Para a completa realização deste processo , é imprescindível pensar na formação inicial e continuada dos docentes. Há dois perfis de professores, os da classe comum capacitados, que são aqueles que comprovam que, em sua formação, de nível médio ou superior, foram incluídos conteúdos ou disciplinas sobre educação especial e que comprovem competências para perceber as necessidades especiais dos alunos, consigam flexibilizar a ação pedagógica nas diferentes áreas de conhecimento, avaliem continuamente a eficácia do processo educativo, e atuem em equipe, inclusive com professores especializados em educação especial. E há, ainda, o professor especializado em educação especial, que desenvolveu competências para identificar as necessidades especiais, definir e implementar respostas educativas a essas necessidades, apoiar o professor da classe comum, atuar nos

processos de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, desenvolvendo estratégias de flexibilização, adaptação curricular e práticas pedagógicas alternativas. Para a formação deste profissional, é necessário cursos de licenciatura em educação especial ou em uma de suas áreas, preferencialmente de modo concomitante e associada à licenciatura para educação infantil ou para os anos iniciais do ensino fundamental e complementação de estudos ou pós-graduação em áreas específicas da educação especial
Para os que já estão exercendo o magistério, devem ser oferecidas oportunidades de formação continuada, inclusive em nível de especialização, pelas instâncias educacionais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

1.2. O contexto da pesquisa

A pesquisa foi realizada nos municípios de Balneário Pinhal e Cidreira, os quais estão situados na região do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Cabe destacar que o município de Cidreira é sede de uma das Unidades da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, oferecendo o curso de Pedagogia. Para tanto, o estudo constou do mapeamento das instituições que ofertam a educação especial, realizando o levantamento do número de alunos e professores bem como as respectivas áreas de formação/atuação, em particular, no campo da Pedagogia.

1.2.1. A educação inclusiva no contexto pesquisado

No município de Cidreira, situa-se o Centro de Atenção ao Educando- CAE – inaugurado em março de 2006 e que tem como objetivo o atendimento de cerca de 60 alunos, na faixa etária de 0 a 40 anos com necessidades especiais e dificuldades de aprendizagem, oferecendo atendimento clínico e pedagógico. O CAE tem como diretora a professora Ivete Cardoso Purin, a qual conta com uma equipe multidisciplinar composta por 15 profissionais,

oferecendo atendimentos de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, educação infantil, oficina de artes, educação física, alfabetização, pedagogia especial, psicopedagogia e transporte escolar exclusivo.
A instituição, através de seus projetos, que visam abordar as diferenças entre os seres humanos, propicia em sua clientela, a possibilidade de desenvolvimento de suas potencialidades e integração social.

2. Reflexões acerca da formação inicial e continuada em Pedagogia para atuar na educação especial

Perrenoud (2000) salienta que uma das condições para a transformação escolar é a “profissionalização do profissional” da educação e para tanto, o autor elenca três aspectos que precisam estar presentes: a responsabilidade o investimento a criatividade.
Logo, em termos de educação inclusiva faz-se necessário repensar os espaços de formação inicial e continuada dos educadores para trabalhar com a diferença.
Embora não se deva mais “rotular”, no sentido de expor a diferença, há sim uma necessidade em estabelecer certo discernimento sobre quem seja ou não deficiente, quem apresente ou não dificuldades na aprendizagem, sob pena de retroagirmos a um passado não muito distante. Em vista dessa realidade, há de se perguntar que profissional responderá por essa articulação entre o ensino comum e a educação especial? Qual a formação necessária a toda essa reorganização do espaço escolar? Quais os recursos materiais serão disponibilizados para esse fim?
.Para quem aposta na inclusão como pressuposto de desenvolvimento, como Vygotsky (1997), que já antevia o importante papel da coletividade como potencializadora da evolução das funções superiores, considerar o processo educacionalde pessoas com necessidades especiais no âmago de uma perspectiva de educação inclusiva significa a ratificação de pressupostos teorizados no início do século XX e que somente na atualidade começam a ser postos a termo.
Todavia, o mesmo autor, ressaltava a concretização de um processo pedagógico inclusivo, do ponto de vista de uma escola ,que trabalhasse as diferenças considerando vários

processos de intervenção tanto do professor, como de outros profissionais que interagissem e, quando necessário, considerassem as especificidades relacionadas a cada sujeito.

4. Considerações finais –
Cremos que nossa busca pessoal, profissional e social está em fazer da inclusão algo além de um conceito interessante e polêmico, uma política a ser executada, ou uma prática benevolente. A inclusão deve partir, antes de tudo, da congregação dos sujeitos nas suas singularidades cognitivas, suas identidades e emoções.
Conclusões do grupo sobre o trabalho realizado (como percebem o papel do pedagogo e ou professor da educação inclusiva)

Bibliografia

VYGOTSKY, L.S. Fundamentos de Defectología. Obras Escogidas. Tomo V: Madrid:Visor, 1997 (Biblioteca Virtual)
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n. 9394/96 de 20 de
dezembro de 1996, Brasília, 1996.
PERRENOUD, P. Pedagogia Diferenciada- Das intenções à ação.ARTMED– Porto Alegre1997
COLL,C.,MARCHESI,A.,PALACIOS,J. Desenvolvimento Psicológico e Educação – Transtornos desenvolvidos e necessidades educativas especiais – Vol. 3 – ARTMED-Porto Alegre -2ª Ed.2004

É difícil não pensar, no dia de hoje, em quem partiu, nas pessoas queridas que já não temos ao nosso lado.Por mais que a gente desenvolva o pensamento, que a gente aprimore a percepção em relação à morte e tente compreendê-la como um fenômeno natural e inevitável.O dia está aí e acabamos por sucumbir à sua nostalgia, à sua penumbra.
Como muitos, já tenho um bom número de entes queridos que viraram estrelas.Comecei a ter contato com a morte muito cedo, bem criança.De lá para cá muitas baixas no meu contingente afetivo ocorreram, muitas lágrimas rolaram e, como sempre, a vida seguiu o seu curso.Creio que não é fácil para ninguém viver o luto, aceitar a perda, sentir a ausência, mas acho que a gente precisa aprender a aceitar o que é inevitável e ,mesmo com muito esforço, precisamos valorizar cada minutinho da vida como alternativa a esse vazio desolador ,que nos domina cada vez que “perdemos” alguém querido.
Hoje ,como todo dia de Finados, vejo pela tevisão, pelos noticiários, o movimento intenso nos cemitérios.A maioria das pessoas quer chorar seus mortos, quer prestar mais uma homenagem, exteriorizar a saudade. Nunca consegui fazer parte desse ritual, mesmo respeitando quem o faz.É que para mim o amor é sempre definitivo.Quem se foi continua VIVO em minha mente, em meu coração.Ou então virou estrela de fato e eu procuro no céu esses meus afetos, principalmente quando a saudade ocupa o coração de tal forma que não sobra espaço para nenhum outro sentimento.Aí eu me recolho em minhas reminiscências e busco no brilho de cada estrelinha o sorriso, os trejeitos, a alegria da cada pessoinha querida que não está mais aqui, que se tornou encantada, uma vez que ficou eternizada em minha memória.
É isso.Hoje e sempre a minha fiel e amorosa homenagem aos meus queridos que se foram .E que possamos sempre a cada lágrima vertida aprender a respeitar a vida em todas as suas manifestações.

Alguém

Por que me perco em desejos,
que não consigo desfazer
O que quero é um pouco
de uma atencão merecer

Nesse alguém que tanto espero
Para ficar junto de mim
O aconchego de um abraco
Só um pouco quero sentir

Na letargia concomitante
Resume-se no intato da alma
Quando vai acontecer,
a chegada desse ser?

Esse alguém que permanece
Na ausência de um esboco
Acende dentro de mim esperacas
Que queira amar e sentir

A inteireza desse alguém
Faz tornar me mais forte
Impregnado em seu olhar
Um amor sempre aprimorar

Quero alguém no sentido absoluto da palavra
Com toda sua história
Que emaranhe entre meus cabelos negros
E sobre, o que de mais nobre encontrar

Na atitude mais pequenes
Esse continuar que faz repetir
No visco que me prende
É tão pouco para ser feliz

Nesse sentir que mina em mim
Assumindo todas as minhas partes
Vem para tornar o recomeco
Amando independente do que percorri
ou deixei de estar ali…

Ela sempre fora reticente.Sempre se deixava envolver, se entregava fácil à carícia bem feita, aos olhares enlanguecidos.Quando sentia-se apaixonada, virava felina, era pura sensualidade.Nas questões do amor, ela era a lascívia, e se lançava inteira ao turbilhão do desejo.A cada novo encantamento, o mesmo frenesi, o mesmo êxtase, a quentura, os dias que se agigantavam nas horars, o tempo que se tornava infinito, causando desassossego no corpo, ávido do anoitecer.Pois era à noite que o apageu da libido acontecia.E ela era assim: ingênua e sedutoramente pele.Era um paradoxo.Mulher menina e amante.Misto de uma pureza de alma assaltada de repente pelo desejo da luxúria. Quem a via durante o dia, com seu jeito apagado de ser, na sua rotina de trabalho, não podia imaginar o vulcão em que se transformava ao lançar-se nos braços da paixão do momento.E era quando a noite chegava que ela vestia todas as fantasias. E para se vestir assim tão felinamente, ela se despia de si, de todas as amarras impostas pela civilidade hipócrita, de todos os conceitos incorporados ao longo da vida ou mais precisamente, de três décadas de existência.Ainda não disse, mas ela já era uma balzaquiana.Descobriu-se como mulher aos poucos.Não foi fácil se perceber tão fortemente erotizada.Também estranhou os olhares de volúpia devorando o seu corpo de forma despudorada.Gradativamente foi gostando, aprendendo as artimanhas, foi decifrando o código da sedução e as paixões foram acontecendo. A entrega a cada uma era completa, o corpo ia inteiro, o desejo era saciado plenamente, mas… Algo depois da explosão dos sentidos, principalmente no outro dia, anuviava o seu olhar.O espelho não mais refletia a alegria, a pele com o brilho próprio da mulher bem amada.De repente “a ficha caía” e ela se via só.Uma vez mais sentia-se vazia.É como se o homem que tinha momentaneamente ao seu lado não fizese dela a leitura necessária.Aquela que possibilita o entendimento, que faz a cabeça, que deixa uma frase no pensamento e que possibilita a fruição, mesmo depois do livro fechado.A sensação era recorrente. A paixão da vez só lia o seu corpo jovem e ardente, a sua lubricidade.E as entrelinhas? Cadê o entendimento? Ah, como ela queria isso! Quantas vezes sonhara em se ver traduzida em sua mais verdadeira versão, no seu ângulo mais bonito, na sua essência de mulher.Não.Ela ainda não se sentira perscrutada em suas entrelinhas.
Hoje ela entende que talvez a paixão não tenha longo alcance, talvez a paixão seja míope e só possa ver o que toca, o que envolve, o que incendeia.Então ela sonha com um amor mais calmo, ou com uma paixão que use lentes corretivas(é possível?), para que o que ninguém nunca decifrou possa ser entendido e que ela mesma possa finalmente se entender e SER.

A cultura organizacional das empresas familiares centra-se primordialmente na figura de seu fundador, que inculca seus próprios valores e comportamentos e os da família na empresa e nos negócios. No estágio inicial de uma empresa familiar são, assim, lançadas as bases para a formação e desenvolvimento de sua cultura.

O processo sucessório acarreta, entretanto, o surgimento de novas lideranças que por vezes apresentam padrões simbólicos, crenças e valores distintos daqueles que até então vigoravam na organização, o que pode acarretar mudanças no estilo de condução dos negócios, na estrutura da empresa e em sua cultura. Em outras palavras, as mudanças decorrentes do processo sucessório em empresas familiares provavelmente implicam transformações em sua cultura.

Nesse sentido, assinala-se que as crises provocadas pela sucessão nas empresas familiares têm como ponto de partida o sucedido, com sua própria imagem na família e na empresa, seu estilo de vida e de relacionamento com a comunidade externa, valores estes que constituem a própria cultura da organização e que são difíceis de serem assimilados pelo sucessor. Por essa razão, o sucessor, seja ele membro da família ou pessoa independente, deve ser escolhido com o maior cuidado, de modo que não pairem dúvidas sobre sua capacidade de manter, na medida do possível, os valores esposados pelo sucedido, o que poderá assegurar uma transição harmoniosa e sem prejuízos para a organização, muito embora o processo sucessório sempre acarrete alterações nos componentes culturais da empresa.

É fundamental que a cultura organizacional seja levada em conta em períodos de mudança, assim como em períodos de conflitos e diversificações ocorridos no ciclo de vida das organizações, por outro lado, referindo-se especificamente às empresas familiares, ponderam que “algumas transições de liderança envolvem somente uma troca de pessoas na direção da empresa, mas outras envolvem mudanças essenciais na estrutura e na cultura dela.

Desse modo, defendem que as famílias, ao vislumbrarem a possibilidade de se engajarem em uma estrutura organizacional diferente daquela com a qual estão acostumadas, devem levar em consideração as implicações da mudança, entre as quais se insere, necessariamente, a fundamental transformação da cultura empresarial, em que pesem tais considerações, a análise da literatura nacional e estrangeira revela que as discussões a respeito das possíveis influências da sucessão na cultura de empresas familiares têm se restringido ao plano teórico, conforme se evidencia nas posições dos autores supracitados, não tendo sido encontrados estudos destinados a testar diretamente tal relação. Desse modo, as investigações que mais se aproximam dessa questão têm se limitado a abordar as conseqüências que as mudanças na organização trazem para a sua cultura, embora tais mudanças não estivessem diretamente relacionadas ao processo sucessório.

Ao levantar estudos que visavam caracterizar a cultura de organizações familiares no Brasil, verificou-se que:

1. Superestimam-se as relações afetivas em detrimento de vínculos organizacionais, com uma freqüente valorização da confiança mútua, independente de vínculos familiares

2. Há uma grande valorização da antigüidade, considerada como um atributo que supera a exigência de eficácia ou competência

3. Há uma exigência de dedicação, postura de austeridade e expectativa de alta fidelidade em relação à organização

4. É comum prevalecer ou se superestimar aspectos emocionais quando decisões têm que ser tomadas

5. O autoritarismo e o paternalismo estão presentes nas relações entre chefias e seus subordinados

6. Há preferência pela comunicação verbal e pelos contatos pessoais

7. O processo decisório tende a ser centralizado, residindo no chefe à última instância para a tomada de decisões

8. O processo decisório do dirigente brasileiro tende a um padrão mais espontâneo, improvisado e por impulso

9. A provisão de cargos, promoções e premiações geralmente observam critérios de confiança, lealdade e antigüidade dos trabalhadores, em detrimento de sua produtividade ou da qualidade do serviço prestado.

O impacto que a cultura familiar provoca nos processos decisórios da empresa. Em seu clássico modelo de cultura organizacional separa crenças, valores, ritos, rituais e artefatos, nessa ordem, numa escala crescente de visibilidade. Nela, as crenças (natureza humana, justiça, igualdade e etc.) são os aspectos menos visíveis de uma cultura organizacional, e os artefatos (decoração, uso do tempo e do espaço), os aspectos mais visíveis. Acreditamos que mais fortes até do que as crenças de uma organização familiar são os processos emocionais inerentes a esse tipo de empresa.

Em qualquer organização, padrões aceitáveis de comportamento são desenvolvidos ao longo do tempo e ensinados como a forma correta de pensar, perceber e sentir. Quando a família está envolvida na empresa, esses padrões dependem fortemente dos processos emocionais dos familiares: a cultura da família acaba se tornando a cultura da empresa e a estrutura (hierarquias, autoridades, responsabilidades) e os papéis na família (o filho com mais poder, por exemplo) transbordam para o ambiente de negócios.

A análise da cultura de uma empresa familiar deverá levar em conta que ela se articula sobre as seguintes premissas:

1. Toda cultura tem seus valores relacionados com o dinheiro, o poder, o prazer, o êxito e a eficácia

2. A cultura em uma empresa funciona como cimento e substrato de sua estratégia, de sua estrutura de responsabilidades e dos sistemas de direção que configuram sua organização

3. Suas forças mais básicas são a unidade e o compromisso dos integrantes da família que nela trabalham.

Pensando no sucesso, a empresa familiar levaria uma interessante vantagem uma vez que sua “familiaridade”, ou seja, o recurso intangível resultante do envolvimento familiar lhe confere importante diferenciação de seus concorrentes Desde meados da década de 1980, o campo de estudos em empresas familiares evoluiu significativamente no entendimento de que tanto a composição organizacional como as capacitações de empresas familiares são diferentes das não-familiares. O negócio familiar tem sido descrito como apresentando um ambiente de trabalho único, que inspira um maior cuidado e lealdade dos funcionários. As relações familiares gerariam motivações não usuais, estimulariam melhor comunicação (pela linguagem da família) e maior confiança.

Adicionalmente, o processo decisório seria mais rápido por estar centralizado nos membros da família, e geraria menores custos de transação. Por fim, haveria ainda a questão do eventual prestígio e reputação do nome da família no Estado, na região de sua atuação ou, em alguns casos, no próprio país de sua sede, funcionando como uma cobertura econômica e política.

Existe considerável material acadêmico mostrando que empresas familiares objetivam uma combinação de interesses financeiros e não financeiros. O equilíbrio entre interesses familiares e não-familiares parece ser uma busca constante nessas empresas. Dependendo da indústria e do momento econômico vivido, o grau de atenção dada pelo proprietário à família e atenção dada aos negócios poderia determinar um maior ou menor sucesso.
Quando consultadas sobre seus principais objetivos, empresas familiares parecem apontar para alvos similares aos de qualquer empreendimento com fins lucrativos.

Há inúmeras variáveis, que podem caracterizar as culturas nacionais e que tendem a prevalecer nas organizações brasileiras:

1. A distância hierárquica: significando até que ponto os membros de uma sociedade aceitam a distribuição desigual de poder, afetando o comportamento dos menos poderosos em relação aos mais poderosos

2. Individualismo: representando preferência por uma estrutura social frouxa, em que cada indivíduo cuida apenas de si mesmo e de sua família. Coletivismo significando preferência por comportamento social de solidariedade, em que cada indivíduo espera que seus parentes ou grupo a que pertença cuidem dele, em troca de lealdade. O ponto básico é qual o grau de interdependência que a sociedade mantém entre seus membros

3. Masculinidade: expressando a preferência por sucesso material, competitividade, agressividade, desempenho e, feminilidade a preferência por qualidade de vida, relações humanas, dedicação, solidariedade

4. Fuga à Insegurança: grau de desconforto que os membros de uma empresa sentem com a incerteza e a ambigüidade preferência por situações mais ou menos estruturadas

5. Orientação em longo prazo: correspondendo aos valores positivos de austeridade e tenacidade e aos valores negativos de respeito pelas tradições e conformismo social - o medo do que “os outros dirão.

6. Interesse maior por meios versus Interesse maior por fins: que significa, no primeiro caso preferência por rotinas técnicas e burocráticas, versus preferência por resultados.

7. Falta de interesse pelo indivíduo: pela função que significa preocupação com a produtividade, preocupação somente com a produtividade.

8. Corporativismo versus Espírito de equipe: no primeiro caso as pessoas identificam-se com a própria profissão, no segundo caso a referência principal é a organização.

9. Sistemas abertos versus Sistemas fechados: parâmetro ligado ao tipo de comunicação externa e interna e à facilidade de aceitar os estranhos ou recém-chegados
10. Controle interno rígido versus Controle interno flexível: corresponde à importância atribuída à formalização e à pontualidade dentro da empresa

11. Pragmatismo ou Rigidez nas relações: principalmente no que diz aos clientes corresponde ao máximo de flexibilidade no setor de serviços e grande rigidez na aplicação das leis.

Esses subsistemas apresentam interseções entre si, encontrando-se nessas interseções traços culturais comuns. Essas interseções são:
• concentração de poder: na interseção dos subsistemas líderes e formal.
• postura do espectador: na interseção dos subsistemas liderados e formal.
• personalismo: na interseção dos subsistemas líderes e pessoal.
• evitar conflito: na interseção dos subsistemas liderados e pessoal.

Esses subsistemas, também, estão articulados por meio de traços culturais especiais que são responsáveis pelo equilíbrio e manutenção do sistema cultural e, ao mesmo tempo, são também os pontos que deveriam ser alterados para tornar possível uma significativa mudança cultural:
• o paternalismo
• a lealdade a pessoas
• o formalismo e
• a flexibilidade.

12. A combinação destes dois conjuntos: compõe a estrutura do modelo representativo do sistema de ação cultural brasileiro, que apresenta no seu epicentro o traço da impunidade na maioria das organizações familiares principalmente.

13. Concentração de poder: baseada numa estrutura fortemente hierarquizada e de submissão onde o lema “manda quem pode, obedece quem tem juízo” reflete o fundamento deste traço identificador deste contexto e a expressão “você sabe com quem está falando” que revela todo o autoritarismo do cidadão que a profere, que se julga com direitos especiais e não sujeito a uma lei de caráter geral, no seu entendimento válida apenas para o cidadão comum.

14. Personalismo: no Brasil, o termo “cidadão” tem conotação negativa, pois, freqüentemente é usado para identificar alguém que está em posição desvantajosa ou de inferioridade quando se diz “o cidadão vai ter que esperar um pouco”, “o cidadão não tem todos os documentos em ordem” podemos esperar por maus momentos, na nossa cultura o “cidadão”, quem quer que seja não é visto como centro de poder ou de direitos. A rede de amigos, de parentes, de propina é o caminho pelo qual trafegam as pessoas para resolver seus problemas. Este é o “cidadão brasileiro” que se diferencia pela hierarquia e pelas relações pessoais eis o personalismo.

15. Paternalismo: segundo os autores do modelo em estudo, a combinação da concentração do poder com o personalismo gera o paternalismo em suas duas vertentes: o patriarcalismo e o patrimonialismo.
O patriarca é aquele que tudo pode e, a quem, os membros do clã pedem e obedecem.
O patrimonialismo consiste em dar aos bens públicos uso pessoal e familiar, é a face supridora e afetiva do patriarca, à custa do tesouro público.

São traços culturais típicos da postura do espectador: o mutismo, a baixa consciência crítica, baixa iniciativa, baixa capacidade de realização por autodeterminação e tendência a transferir responsabilidades sobre dificuldades para as lideranças.

16 Formalismo: aqui apresentado no sentido de uma aceitação tácita das normas e regras estabelecidas, de par com uma prática distorcida, apoiada em outros procedimentos programados para burlar as normas estabelecidas. Expressões como “fazer vista grossa”, “quebrar o galho”, “descobrir o mapa da mina”, são indicativos dessas práticas. Um exemplo, no serviço público brasileiro só é permitido o ingresso por concurso público, entretanto, são feitas nomeações interinas sem concurso que de tempos em tempos são efetivadas. Na realidade existe um hiato entre o direito e o fato, que caracteriza o formalismo, mas também o justifica.

17. Impunidade: quando as lideranças se resguardam sob a impunidade o sistema jurídico institucional perde credibilidade, neste ponto há uma inversão, ao invés de premiar as condutas éticas, os procedimentos aéticos são premiados com a impunidade. O que tende ao “salve-se quem puder” ou “a lei de Gérson, é preciso levar vantagem em tudo”.
18. Lealdade pessoal: a coesão social no Brasil é muito marcada por este traço cultural. O membro do grupo valoriza mais sua lealdade ao líder e aos outros membros do grupo do que, às causas, obrigações e responsabilidades perante o próprio grupo.

19. Evitar conflito: a relação entre pessoas, em situação de desigualdade de poder, tende a criar certo grau de alienação, baixa motivação e conseqüente passividade e baixa capacidade de iniciativa. Esta mesma desigualdade de poder e forte dependência pode representar uma fonte permanente de conflito que, no caso brasileiro, é tratado pelo recurso de relações pessoais de intermediação (triangulação) entre líderes e liderados buscando uma permanente evitação/ conciliação de conflitos.

20. Flexibilidade: representa uma categoria que pode ser analisada sob dois enfoques: Adaptabilidade e Criatividade
Adaptabilidade: é uma capacidade criativa que se exercita dentro de limites pré-fixados. Este contorno restritivo é o processo que decorre em conseqüência das regras e normas do subsistema institucional, deste confronto entre formalismo e lealdade a pessoas emerge o “jeitinho” é a própria criatividade.
Criatividade: este traço traz consigo a inovação. Ocorre, fundamentalmente, em situações onde a igualdade acontece de fato: é o que acontece no carnaval, negros e brancos, ricos e pobres, poderosos e oprimidos, mas neste evento, nas escolas de samba existem destaques, a comissão de frente que sinalizam o indivíduo se sobrepondo ao grupo, construindo uma hierarquia. Mesmo na festa da igualdade ressurge a hierarquia. Não quero abolir a escravidão, quero ser senhor.

Esses traços e a lógica descrita formam a essência do que chamamos de Sistema da Cultura Brasileira cuja dinâmica tem como resultado global um estilo de ser brasileiro, uma construção nacional que as distingue de outras nações, por mais que se queira impor-lhes modelos de outros países.
No âmbito organizacional, o resultado é um ESTILO BRASILEIRO DE ADMINISTRAR.

Múcio Morais é Palestrante Motivacional, Consultor e Conferencista nas áreas de Gestão, relações humanas, marketing, vendas e planejamento. www.muciomorais.com

Não consigo me sentir confortável, tenho um sentimento freqüente de ansiedade e débito, me sinto desorganizado por mais que tento me organizar, parece que apesar de minhas preocupações e esforços estou sempre deixando coisas pra traz, estes têm sido o sentimento de milhões de pessoas que aparentemente são bem sucedidas, centradas e ativas, mas que interiormente vivem em um mundo atribulado e às vezes confuso.

Nossa cultura ocidental, voltada geralmente para o “realizar” está cheia de orientações sobre planejamento, organização, estratégias, administração de carreiras, mas raramente tenho visto qualquer obra ou princípios que enfatizem a orientação do interior, do desenvolvimento da ordem interna, do espiritual (independente ou não de religião) e essa ênfase no externo traz um evidente desequilíbrio e até contradição entre o ser e sentir X o ter e realizar

Nossa vida pública pode estar bem orientada, mas é no nosso íntimo que os valores se formam, é nessa parte particular que realmente sabemos quem somos e definimos para onde desejamos ir. É quando o exterior subjuga e supera o interior, ainda que pareçamos bem sucedidos, aparecem os conflitos, dúvidas e ansiedades. Aparentemente sem sentido, mas são reais e precisam ser tratadas.

No íntimo são feitas as decisões e definidas as intenções, é lá que são realizados os julgamentos com base naquilo que acreditamos e valorizamos e esta faceta de nossa vida precisa receber atenção para estar em ordem

As pessoas que não estão com seu íntimo em ordem muitas vezes conseguem sucesso mas demonstram ao mesmo tempo uma inquietação inadequada, suas atividades aparentemente lhes são muito mais pesadas que realmente deveriam ser, mostram-se cansadas porém resignadas, confundem tranqüilidade e serenidade com passividade e indiferença

Rejeitam qualquer postura nesse sentido, por isso estão geralmente correndo de um lado para o outro, gesticulando e realizando diversas atividades ao mesmo tempo, passando uma imagem “altamente dinâmica” Por uma auto-percepção equivocada de si mesmo. A idéia intrínseca é de que essa postura lhe trará respeito, reconhecimento e resultados.

A descoberta de nosso mundo interior e as providências para colocá-lo em ordem certamente é uma das maiores descobertas para quem deseja ter de verdade “qualidade de vida”, hoje em dia também muito difundida na forma de cuidado com o físico, saúde e lazer Boas coisas, mas insuficiente para trazer satisfação ao ser humano.

Os caminhos para a quietude e ordem interior pode parecer um pouco desconectado de nossa realidade “competitiva” mas esteja certo, essa realidade está nos levando ao “caos” Permita-me lançar algumas práticas que podem ser aprendidas e praticadas com resultados muito significativos

_ Faça uma auto-avaliarão de cada área de sua vida (Tenho uma auto-avaliarão pré-definida que poderá ser enviada gratuitamente por e-mail para aqueles que quiserem um guia para essa fase). Perceba cada área de sua vida, analise o tempo e potenciais gastos nessas áreas, descubra os valores de retorno para sua vida e perceba se a equação TEMPO/POTENCIAL X RESULTADO/SATISFAÇÃO estão em equilíbrio
Coloque casa área nas perspectivas:

_ Nossa motivação, a força que nos leva a agir da maneira que agimos. (Somos empurrados pelo ritmo dos tempos? Pela competição? Pelo sentimento de fazer parte? Pelas expectativas alheias? Pelo que você acredita e valoriza? Pelo que lhe dá prazer e qualidade de vida?

_Nosso tempo Qual a relação TEMPO X IMPORTÂNCIA/RELEVÂNCIA? Quanto de seu tempo é gasto com coisas que você acredita ser importante ou essencial? Existe um equilíbrio?

_ Nosso sistema de crenças Eu realmente acredito nessa divisão de tempo? Eu acredito no que estou fazendo? Estou satisfeito com os resultados? Isso é vida satisfatória? O que está faltando? Como completar agora?

_ Nosso íntimo Estou fortalecendo meu interior? Estou me preparando para os momentos difíceis da vida? Estou me fortalecendo interiormente para ajudar a outros? Faço diferença pelo que “sou” como ser humano, como gente? O Que é mais importante para mim e para os outros, “EU GENTE ou EU PROFISSIONAL, STATUS?…

_ Nossa Paz interior Estou suficientemente em paz interior para perceber os valores espirituais da vida? Minha sensibilidade está conseguindo captar as mensagens da família? dos amigos, da natureza, Posso ouvir a voz do Criador? Percebê-lo? Posso perceber algo além do meu campo material de visão? Posso curtir o amor, a alegria, a paz, a harmonia, a felicidade, a bondade, a generosidade? E quanto a uma boa música? As artes? Um livro?

Não tenho tempo pra isso pode ser uma amostra muito séria de quanto você valoriza a si mesmo e o quanto seu mundo interior precisa ser reeducado

Procure fazer um auto-diagnóstico e nas próprias perguntas encontre as respostas, esse também será um ótimo exercício para quem quer encontrar o equilíbrio da vida e nesse encontro ter a oportunidade de um recomeço Você pode se quiser.

Sucesso a todos!

Múcio Morais - Palestras Motivacionais, Treinamentos de Desenvolvimento humano, 31) 3082-7271 – Site: www.muciomorais.com

Múcio Morais – Palestrante Motivacional || Palestras e treinamentos de ATENDIMENTO, vendas, negociação, marketing, comportamento, ambiente e gestão de RH. Contato: (31) 3082-7271 || www.muciomorais.com

A BASE - PERCEPÇÃO E SENSIBILIDADE PODEM SER DESPERTADAS

Fui atendido recentemente em um consultório médico, a recepcionista, em meio a um monte de pastas e papeis tentava teclar as minhas informações no sistema enquanto atendia ao telefone. Que coisa mais ultrapassada, gestão de custos em detrimento do lucro relacional. A secretária, muito solícita, tentava administrar a situação com sorrisos, olhares e expressões. De repente chegou a outra atendente, apressada, desinteressada, afobada cumprimentou a colega e fez algum comentário sobre o restaurante onde havia almoçado. “Menina, aquele pessoal não muda nunca.” Bla bla bla bla…

A secretária, com quem eu já estava travando aquela batalha de atendimento, continuava tentando administrar as diversas atividades que chegaram ao mesmo tempo. Resolvi então parar a situação, toquei na mesa e coloquei minhas mãos vagarosamente, para não parecer agressivo, sobre os papeis, olhei fixamente para ela e disse: Querida, vamos fazer uma coisa de cada vez? Você quer que eu espere até você terminar? Ela não teve uma resposta pronta, parecia confusa diante da alternativa, olhou pra mim e disse: Fique tranqüilo senhor, eu estou acostumada! Daí eu respondi: Mas eu não! Prefiro que você me dê atenção, me levantei calmamente e disse: Quando você puder fazer isso me chame novamente. Em menos de um minuto ela me chamou, se desculpou e explicou: É que a gente tem que fazer tudo ao mesmo tempo, sabe? Tem muito trabalho por aqui e pouca gente pra fazer.

O PRIMEIRO PASSO É SE IMPORTAR

A base do atendimento é se importar. Qualquer cliente pode cooperar com as dificuldades no atendimento se perceber que as pessoas se importam. Chegar a um sistema de atendimento quase perfeito e a prova de falhas é um processo longo, mas podemos desenvolver um comportamento que promoverá satisfação, mesmo em meio ao caos, tudo que o cliente quer é que se importe com ele. A demonstração dessa importância do cliente é a base onde se constrói um atendimento excepcional em qualquer circunstância.

LIMITES EMOCIONAIS

Lembro-me de uma situação há muitos anos em meu próprio escritório, nossas promoters estavam tratando com um cliente que há tempos tentava uma condição quase absurda para a realização de um determinado evento. Já havíamos cedido o possível, criado alternativas, sugerido fórmulas, e nada. A batalha continuava, ele queria ganhar tudo e nós não estávamos dispostos a ceder a esse ponto. Finalmente quando ele saiu da sala de reuniões, elas entraram em minha sala, pálidas, estressadíssimas e falantes e me disseram:
ESSE CLIENTE VAI NOS MATAR DO CORAÇAO QUALQUER DIA DESSES.

O nosso cliente havia atingido os limites emocionais das meninas, avaliei que havia envolvimento emocional demasiado naquele atendimento. Pareceu-me que, embora as meninas recebessem constante treinamento, estavam ignorando alguns princípios básicos para se manter um atendimento equilibrado, e mais ainda, para se manterem equilibradas e saudáveis, pois se o resultado de uma vida de atendimento te levar para a demência, certamente houve vários erros em sua conduta.

SEM TERNURA VIRAMOS ATORES

Ensinar as pessoas a sorrir não funciona, é preciso ensiná-las a viver sorrindo. A vida não é um palco, pelo menos na maior parte do tempo, é preciso saber viver para lidar com as situações mais delicadas da vida. Nas relações humanas, o atendimento é um desses momentos mais críticos, nele são refletidas as nossas impressões da vida, aquilo que acreditamos, valorizamos e vivemos Como disse Che Guevara: Hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás. Precisamos avaliar nosso interesse em fazer com que as pessoas se sintam felizes, em demonstrar carinho, afeição e provocar os melhores sentimentos. Precisamos cuidar da percepção do outro em relação a nós

O que estamos parecendo? O que estamos comunicando? Não falo aqui da co-dependência, mas da auto-imagem de ser e parecer bom, sensível, interessado e leal. falo do quanto isso deveria significar e gratificar a cada um de nós. Se a visão do outro não lhe diz nada, e isso é o que parece ocorrer no atendimento desinteressado, o problema é muito mais sério e está localizado em lugares muito mais profundos.

ASSERTIVIDADE DEPENDE DE ALMA NÃO DE INFORMAÇÃO

Como ensinar alguém a se colocar no lugar do outro? Já notou que ao falarmos de atendimento, podemos perceber claramente uma crise de formação humana? A maior parte das coisas de que estamos falando aqui deveriam estar incorporadas às pessoas, deveria fazer parte de sua base educacional.

Imagine só, ter que ensinar alguém a perceber o outro. Assertividade é um elemento fundamental no processo de atendimento, olhar a vida com os olhos dos outros precisa ser incentivado nas empresas. Proponho, como faço em meus treinamentos, que cada funcionário seja convidado a anotar pelo menos as últimas 10 vezes que lhe vier a memória, em que ele foi mal atendido ou mal recebido em seu papel como cliente, consumidor. Depois disso, peça a cada um para anotar à margem como deveria ter sido o processo de atendimento, anote também o que faltou e a sua expectativa ao chegar. Depois discutam sobre isso. Esse é um dos momentos mais ricos de nossos treinamentos. Experimente.

O VALOR DO AGORA, SOMOS AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO

O Agora constrói o depois. O hoje constrói o amanhã. A consciência de que estamos construindo ou interferindo nas atitudes, no estado de espírito das pessoas, pode no mínimo nos tornar mais responsáveis pelos nossos atos de atendimento. Na prática, aquela irritação causada ao cliente pode significar um momento trágico ao sair de sua empresa, assim como um cliente satisfeito pode disseminar uma série de boas atitudes e bons sentimentos no seu dia a dia, alcançando e mudando os estados emocionais de outros. Mas a origem é você, no seu atendimento. Deixe-me contar duas situações:

Uma senhora após ser pessimamente atendida em uma concessionária de serviços entrou no carro profundamente irritada, atônita e dispersa pela situação, engatou a ré e feriu gravemente uma estudante que atravessava atrás de seu veículo. Uma senhora, em um de meus treinamentos, contou-me que o marido, após receber um atendimento recheado de indiferença, ficou tão angustiado que não percebeu até chegar em casa que havia deixado “em algum lugar” um envelope com documentos importantes e que esse episódio (tirar novos documentos) levou pelo menos três meses para ser resolvido, com muitos custos e aborrecimentos.

Sempre que nos relacionamos com as pessoas, estamos plantando algo, lançando uma semente que vai brotar e produzir algum tipo de fruto, este pode ser positivo ou negativo. Será que temos o direito de contribuir negativamente para os próximos momentos de alguém? Construa sempre, essa deve ser a tônica de qualquer atendimento.

Pense nisso!

Múcio Morais – Palestrante Motivacional
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O perigo não está naquele que sabe demais, mas naquele que pensa que sabe!

Assimilamos rapidamente a cultura competitiva que as empresas de “alta performance” utilizam, ao mesmo tempo estamos assistindo, com a atual CRISE MUNDIAL a decadência desta cultura. Percebemos que os Gurus do desempenho a qualquer preço andam meio desorientados nesse momento, aprenderam e ensinaram por muito tempo que a resposta está sempre na estratégia, desempenho, capacidade, potencial… UFA.

Na última palestra que realizei, estava diante de um grupo de executivos águias, gente com sede de vencer, o tipo de equipe que qualquer empresa precisa. Começamos a conversar e dentre as muitas coisas que pude compartilhar com eles, uma se destacou: Disse a eles que as pessoas não podem viver em estado de alerta o tempo todo, que competir deve ser mais um evento e não uma maneira de viver que atinja todas os nossos papeis, que sentir-se dependente e muitas vezes incapaz de fazer tudo sozinho não é um sentimento ruim, mas uma demonstração de humanidade e verdade Na verdade este sentimento, se bem administrado, pode ser uma porta enorme para a entrada de valores espirituais excepcionais, alguns deles: Humildade, contentamento positivo e auto-avaliação

Um dos executivos me procurou ansioso durante o Coffe break, ele é um dos Campeões daquela equipe, mas confessou que aquele comentário foi um grande alívio emocional para ele que estava se sentindo a ponto de explodir. Me disse que não se sentia “normal” há muito tempo, que tinha medo de ser ele mesmo porque sabia o que era esperado de um Gigante, Campeão, Pit Bull…

Mais tarde, junto com outro colega, estivemos com este executivo reservadamente e descobrimos o quanto a pressão para ser competitivo, eficiente, vencedor, poderosos o estava destruindo interiormente

Ser simplesmente o “Zé” é parte essencial de nosso equilíbrio. Ninguém é feliz representando um único papel o tempo todo Ninguém nesta vida é ator de um personagem só. Às vezes somos e devemos ser “Sansão” e em outras vezes o “Menino maluquinho” e de vez em quando até mesmo a “Dalila” (Somente para mulheres)

Descobrir o outro lado pode ser uma experiência fantástica, especialmente para a Geração X criada à base de vitaminas virtuais, liberalismo moral e competição A isso eu chamo de ESPIRITUALIDADE. Achar aquele lado sem muitas explicações ou lógica, sem modelos ou sistematizações, sem passo a passo, apenas você e sua verdade, suas descobertas…

Qualquer processo organizado de trabalho que envolva pessoas precisa valorizar os princípios que os unem naquele projeto, e estes são espirituais. Antes de estar unidos em torno de um serviço ou produto, estamos buscando interação, compromisso, união de propósitos em torno daquele projeto e estes valores são ESPIRITUAIS

Não há como sistematizá-los, apenas existem, surgem, são desenvolvidos ou não, podemos tentar materializar o resultado, mas as ferramentas são espirituais e espiritualidade é algo que se cultiva por meio de educação para práticas de interiorização, busca, meditação e desenvolvimento das diversas consciências

E DEUS entra nessa?

É evidente que sim, mas crendo em Deus ou não, os valores imateriais, essenciais de cada um de nós não está no campo daquilo que pode ser adquirido pelo capital e pelo lucro, mas existe na essência de cada ser humano, colocado lá (segundo minha crença) pelo arquiteto da humanidade a quem chamamos de Deus e particularmente eu o chamo simplesmente de PAI

A minha relação com o “PAI” é pessoal, à margem da religiosidade, apenas reconheço a existência de um ser pessoal e superior que como criador de todas as coisas e administrador do universo, certamente deve ter propósitos dirigidos a cada ser inteligente de sua criação Não posso me imaginar simplesmente como um peixinho no aquário, colocado lá para ser apreciado e cujo único propósito na vida é sobreviver para ser apreciado. Vejo-me e a todos os demais como seres inteligentes e plurais que certamente atravessam este imenso vale em busca de algo, dirigidos para algo, movidos por e para algo Enxergo a vida como mais que uma simples travessia, mas uma travessia cheia de propósitos, aventuras e descobertas Entendo que minha missão em relação ao criador é descobrir seus planos

E que diferença isso faz para as empresas? Muita diferença, ter gente com compromisso que transcende o “fazer por fazer” é muito melhor. Ter pessoas que avaliam e investem nas relações porque entendem o valor do outro é fantástico. Ter pessoas com sensibilidade e percepção do que realmente é essencial é inegavelmente um trunfo diante da concorrência, que o digam os torcedores do Milan na recente “oferta recebida” pelo seu astro e símbolo KAKA, 120.000.000,00 de Euros, Sabem a resposta dele? Estou feliz aqui no Milan, quero envelhecer aqui e sonho em ser Capitão do time um dia. Preciso falar mais? Abram o site do Milan (http://www.acmilan.com/) e vejam quem está lá, abrindo o site, representando uma das entidades esportivas mais tradicionais e queridas da Itália…

Empresas que valorizam a espiritualidade como um capital essencial terá muito mais sucesso nos próximos anos porque a humanidade está dando mostras de que está parando para balanço e não tenho dúvidas de que descobriremos que os valores do capitalismo selvagem não são mais apropriados para se ter um mundo mais equilibrado, justo e em constante desenvolvimento.

Sinceramente acredito nisso.

Múcio Morais – Palestrante Motivacional e Comportamental – Liderança, Vendas, Marketing, Qualidade de Vida, Espiritualidade nas Empresas, Gestão Empresarial, Finanças e outros temas Palestras e Treinamentos | Site: WWW.muciomorais.com – (31) 3082-7271 – Atendimento em todo o Brasil

Múcio Morais é palestrante motivacional e consultor nas áreas de RH, comportamento, motivação, gestão, negociação e vendas. Realiza palestras, projetos e treinamentos em todo o Brasil! fone: (31) 3082-7271 || www.muciomorais.com

Recentemente um empresário do ramo de energia solar me convidou a desenvolver um projeto de vendas para sua empresa.

Informou-me que sua equipe não estava correspondendo aos grandes investimentos que ele havia feito e isso o estava deixando muito frustrado.

Fui até lá e procurei me inteirar da situação, uma bela indústria, equipamentos novos, instalações tecnicamente projetadas, equipe de trabalho uniformizada, equipamentos de segurança, tinham até um pequeno refeitório com café, água e uma TV. Legal, um show de estrutura.

Entrei então na sala de vendas, uma beleza, data show, persianas novas, mesas combinando, quadros, flores, frigobar…

Perguntei a ele sobre as condições oferecidas a sua equipe de vendas, resposta: Ah, eles tem comissão e um fixo simbólico. E quanto ao pessoal operacional? Pago o mínimo da categoria!

Pensei na hora, mas me contive em dizer: Ah, é por isso que eles também têm uma venda simbólica e o seu operacional faz o mínimo… (Na verdade acabei dizendo isso em outra ocasião para este mesmo empresário, que agora é meu amigo).
Não é questão de salário, o ponto é considerar o salário como fator suficiente para ter uma equipe humanamente qualificada. Para se obter o máximo ou o melhor das pessoas.

Conheço um empresário, que durante um período de crise, seus funcionários trabalharam por 3 meses sem receber um centavo e depois aceitaram parcelar o pagamento dos atrasados em 6 parcelas sem juros. Por quê? Um dos funcionários respondeu por todos, porque nós amamos esse cara, apontando para o dono da empresa, preciso falar mais?
As pessoas representam a maior parte dos problemas e obviamente das soluções nas empresas, o primeiro empresário fez investimentos estruturais enormes e necessários, mas não fez investimentos significativos nas pessoas. A gestão de pessoas é essencial para o sucesso de uma empresa, pois é a partir dela que as organizações podem identificar e desenvolver seus talentos, diferenciando-se no mercado pela excelência humana.

Hoje neste mundo de mudanças rápidas só uma coisa não pode ser superada facilmente, a qualidade das pessoas. É relativamente simples desenvolver novos produtos e serviços, se você tem ferramentas de informação, pesquisa e avaliação, juntando-se ao seu know-how com um pouco de criatividade chega-se a uma novidade, mas produzir excelência humana é outra coisa, é questão de educação, de processo, de paciência, percepção, sensibilidade e muita habilidade.

roduzir o tipo de pessoas que atraem, encantam e mantêm é tarefa para gestores inteligentes e dispostos a investir forte em Recursos Humanos.

ATRAIR – ENCANTAR – MANTER

Se sua empresa tem estas três características, parabéns, você como gestor precisa apenas administrá-las dentro das mesmas características, ou seja, um gestor que atrai, encanta e mantém os seus colaboradores. Se sua equipe não possui estas características, você tem dois projetos a frente, o primeiro de formação e educação, e paralelamente, um projeto de motivação. (Motivação é o ato ou efeito de motivar, segundo o Aurélio, que define essa palavra como sendo um conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, os quais agem entre si, e determinam a conduta de um indivíduo.)

Não caia na conversa de que empresas só precisam de bons produtos ou serviços, marketing constante e mercado. Se ele tiver isso mas ao mesmo tempo uma equipe que negue os melhores princípios de convivência, relacionamento e comprometimento, pode contar, a vaca vai para o brejo.

MEU PROJETO PARA EMPRESAS

Como Palestrante motivacional percebi uma situação no mínimo incômoda, muitas empresas, com as quais mantenho uma relação de amizade me relatam que os efeitos dos eventos motivacionais se esvaem como uma bexiga jogada no canto da sala. É verdade, um evento motivacional deve iniciar ou seqüenciar um processo de gestão, é preciso realizar ações que mantenham o processo funcionando, é claro que ter uma certa periodicidade para realizar eventos motivacionais e de educação corporativa é importante, mas deve haver continuidade.

Se os efeitos do evento estão se esvaindo rapidamente é porque, assim como a bexiga deixada no canto da sala, os gestores também deixaram suas equipes no canto da empresa. Não desenvolveram o processo. Por isso ofereço aos meus clientes apoio na produção ou incrementação de projeto na gestão de pessoas. Começo oferecendo (On Line) uma pesquisa de clima organizacional, sem custo adicional, mensuro esta pesquisa e informo ao cliente as principais demandas no ambiente da empresa, na visão da equipe. Isso ajuda o pessoal de RH a montar o briefing do evento e dá direção para as ações seguintes.

Dentro deste conceito tenho recebido muitos feedbacks extremamente positivos de verdadeiras transformações de equipes, e melhor ainda, de aumento de satisfação, realização e produtividade em todos os setores.

Abraço a todos!

Múcio Morais é palestrante motivacional e consultor nas áreas de RH, comportamento, motivação, gestão, negociação e vendas. Realiza palestras, projetos e treinamentos em todo o Brasil! fone: (31) 3082-7271 || www.muciomorais.com

À Menina Agatha

Que encanto de menina é a Agatha
Em seu rostinho tão meigo
Reluz o que tanto chama a atenção
Pois no seu despretensioso jeito
Há bem mais que emoção pura
Pois nessa beleza de grande candura
Hoje só há espaço para travessuras
Nesse existir de modo tão perfeito

E em seu olhar tão doce e lindo
Brilha o encanto da inocente vaidade
Nesse olhar semicerrado para o mundo
Mas que despertará com a chegada da idade
Porém, o que se abriga nessa inocência
Só mesmo a natureza com sua paciência
Libertará sem muita insistência
No desabrochar dessa flor para a realidade

Mas para o seu hoje, o seu agora
Muitas peraltices ainda irá curtir
Seu tempo de adolescente ainda não chegou
E muito ainda há para brincar e sorrir
Pois os anos logo passam
As brincadeiras breve acabam
Os sonhos infantis se calam
E assim Agatha, outros sonhos há de vir

Muita gente acha que para ser um grande líder é preciso nascer com as características certas. Mas muitos estudos já foram feitos e provam o contrário: liderança pode ser aprendida!

Algumas pessoas têm, sim, mais facilidade e agem naturalmente da maneira certa. Outras precisam de um pouco mais de estudo e prática, mas são capazes de alcançar o sucesso em um cargo de liderança.

Quando falamos de liderança, uma coisa é certa: é preciso agir da maneira correta para inspirar, motivar e conseguir os melhores resultados da sua equipe. E para isso é preciso que você esteja constantemente aprimorando suas habilidades de líder.

Leia as dez características de um grande líder, identificadas por Brian Azar. Quantas delas você já tem desenvolvidas? Quantas ainda precisam de uma atenção especial? Lembre-se: para uma organização ter resultados excepcionais, é preciso ter líderes excepcionais que construam equipes também excepcionais.

1. GRANDES LÍDERES COMETEM ERROS E SE RESPONSABILIZAM POR ELE
Ser um grande líder não significa que você não possa cometer erros. Mas sim que você precisa se responsabilizar por eles e rapidamente começar a resolvê-los (ao invés de culpar o primeiro que aparece). Além disso, um grande líder aprende constantemente com esses erros, garantindo que não aconteçam novamente, atrasando a evolução da empresa.

2. GRANDES LÍDERES CONSEGUEM FICAR “NEUTROS”
Grandes líderes aprendem a ter controle sobre suas emoções, principalmente de nervosismo. Eles não passam insegurança, não intimidam e não tentam controlar os outros. Pelo contrário: agem como pacificadores e neutralizadores. Ao invés de aguçar, acalmam e tranquilizam.

3. GRANDES LÍDERES NÃO EXTERNALIZAM SEUS PROBLEMAS
Um líder comum, muitas vezes, estressa sua equipe com os seus problemas. Um exemplo típico: os diretores da empresa se reúnem com os gerentes para expor uma situação financeira difícil e pedem colaboração. Muitos líderes voltam correndo para as suas salas e na primeira oportunidade, reúnem a equipe para dizer que a empresa irá passar por um momento difícil, para todos se prepararem para a crise. Como você espera que a equipe trabalhe de uma maneira melhor depois disso? Grandes líderes não expõem todos os problemas (nem da empresa, nem os pessoais) para suas equipes. Muito pelo contrário. É quase que um trabalho de pai e mãe: eles tentam poupar emoções negativas e deixar os problemas de lado. A equipe deve estar focada em vender mais, em produzir melhores resultados. Deve estar focada em soluções, e não em problemas.

4. GRANDES LÍDERES TÊM NÍVEIS ALTOS DE PACIÊNCIA E COMPREENSÃO
Grandes líderes permitem que os outros sejam expressivos em suas opiniões e voltados para desafios e oportunidades. Eles sabem que isso ajuda a manter a diversão e a paixão de seus funcionários pelo trabalho. Grandes líderes não estão ocupados demais para ouvir sua equipe. E sabem entender as necessidades, desejos e expectativas de cada um.

5. GRANDES LÍDERES PRODUZEM GRANDES LÍDERES
Líderes excelentes não se sentem ameaçados sem ter o poder e o controle total de uma situação. Eles sabem que não têm a resposta para tudo e nem precisam ter. Eles sabem como construir e incentivar outros líderes sem medo da competição ou da perda de controle. Excelentes profissionais não temem que seus lugares sejam ocupados, pois sabem que há espaço para mais gente excelente. E quanto mais melhor, pois todo mundo ganha.

6. GRANDES LÍDERES DELEGAM E SABEM QUANDO “SOLTAR”
Grandes líderes se rodeiam de pessoas que têm talentos diferentes, habilidades, estilos de comunicação e diferentes jeitos de pensar. Essas diferenças incentivam a liberdade de expressão, a criatividade, a diversidade e a mudança.

7. GRANDES LÍDERES TÊM UM ALTO SENSO DE PROPÓSITO
Eles realmente querem incentivar e servir, ao invés de controlar e mandar nos outros. Eles acreditam em um ambiente de trabalho feliz, saudável e produtivo, onde possam ser um recurso valioso capaz de fazer outros profissionais crescerem, e se tornarem o melhor que eles podem ser.

8. GRANDES LÍDERES RECONHECEM E ACONSELHAM SEUS FUNCIONÁRIOS
CONSTANTEMENTE
Grandes líderes dedicam tempo para conversar individualmente com cada membro de sua equipe. Não somente sobre as funções a serem bem desempenhadas, mas também sobre quem eles são e como ajudam uns aos outros dentro da empresa. Grandes líderes sabem o valor e os benefícios de reconhecer sua equipe de diferentes maneiras.

9. GRANDES LÍDERES TÊM INTELIGENCIA EMOCIONAL
Grandes líderes conhecem a personalidade e as habilidades necessárias para liderar, inspirar, treinar e dirigir as pessoas e suas empresas para o próximo nível. Eles usam inteligência emocional que permite serem assertivos e conseguirem seus objetivos de maneira mais eficiente.

10. GRANDES LÍDERES SÃO AUTÊNTICOS E HONESTOS
Grandes líderes sabem o impacto e o valor da honestidade e da autenticidade. Eles estão 100% envolvidos com coração, mente e alma. Eles querem fazer uma diferença positiva com sua equipe, sua empresa, seus clientes, seus produtos etc. Eles acreditam em parcerias e alianças com alta qualidade, excelentes pessoas trabalhando juntas para criar relações “ganha-ganha”.

Veja que para ser um grande líder, não é preciso grandes atos de heroísmo. Nem é preciso mágica ou milagres. Basta que você esteja comprometido com você, com sua profissão, com sua equipe e com sua empresa. E que seu objetivo seja, acima de tudo, ajudar cada um a ser melhor.

Com estas 10 características, você pode agora analisar quais precisam ser mais desenvolvidas. Lembre-se: o poder de ser um grande líder está, acima de tudo, em suas mãos.

Minha Eterna Criança

A Kelsinha é uma menina tão meiga
E apesar da pouca idade, madura também
Sempre sabe esperar a melhor hora
Para tudo resolver,quando lhe convém
Não estou com isso querendo dizer
Que ela nunca está pronta pra aprender
E que as vezes erra sem querer
Mas é que ninguém é perfeito,meu bem

Eu a acho uma menina tão bonita
E as vezes esqueço que ela já cresceu
Mas quem é mãe entende o que digo
Pois o tempo passa e a gente nem percebeu
Mas não importa o quanto eu a ame
A preocupação as vezes nos consome
Pois não sabemos se a vida lhe será infame
Nem qual o destino que será seu

Mas eu creio que tudo na vida
Tenha uma grande razão de ser
Não serão meus temores que fará
Algo deixar de acontecer
Pois quem tem um Deus na vida
Não terá para sempre a alma ferida
Pois será eternamente dele,a querida
E a Ele só terá à agradecer

Oh! filha linda e amada
Minha eterna criança
Foste por Deus escolhida
Que em ti reine sempre a esperança
Pois para o teu futuro vejo alegrias
Muita paz e também harmonia
Que encherão todos os teus dias
Colorindo cada uma das tuas lembranças

Jóia Preciosa

Eu tenho uma menina
Que é bastante criativa
As vezes é muito azougada
Cabeça quente e faz birra
Mas para quem a conhece
Seu jeito quase sempre enternece
Disso a maioria logo se apercebe
Principalmente se dela precisa

Falo da Kelren e seus encantos
Apesar de ser muito teimosa
Também me dá um pouco de trabalho
Por ser também bastante geniosa
Mas nessa vida tenho a certeza
Ter uma filha com tanta presteza
É uma benção da natureza
É com certeza uma jóia preciosa

E ela é tão dócil com a jurema
Sua gatinha de estimação
Dedica-lhe um cuidado imensurável
Pois tem por ela muita afeição
E eu falo sem medo de errar
É muito bom com ela conversar
Afinal em psicologia já vai se formar
E quando ela quer sabe ser só atenção

Quase Sem Vida

Há alguns dias que me sinto estranha
Sem compreender o que acontece de fato
Bem sei que não é sentimento de manha
Vai mais além de uma falta de abraço

Uma grande e estranha tristeza me assalta
Sinto uma solidão oprimindo meu peito
Tudo, e ao mesmo tempo nada, me faz falta
Para entender tudo isso, realmente não há jeito

As vezes me sinto meio inerte, quase sem vida
Em outras, ouço o bradar da vida que me desperta
E se procuro fugir já não encontro nenhuma saída
Então eu me escondo da vida na primeira fresta

Me perco em delírios,aí me vêem os sobressaltos
Ouço gemidos de minha alma já quase morta
E no obscuro e inquietante silêncio do meu quarto
Percebo que a minha volta muito pouco me importa

E debruço soluçante no parapeito da vida
Perdida em inquietações mergulho no nada
E sinto o coração triste e a alma tão ferida
Mas me fecho para o mundo e fico calada

Há tanta amargura em meu mudo protesto
Há tanta dor em meu sorriso apagado
E para tanto sofrimento já nada manifesto
Pois tudo permanece quieto, enclausurado

Parabéns Danilo

Hoje o dia parece comum a todos nós
E para muitas outras pessoas também
Mas há um alguém que não pode se sentir só
Pois com certeza isso a ele não convém
Estou falando do Danilo, esse menino
Que parece eternamente pequenino
No seu jeito doce e cheio de mimo
Mas que nunca faz mal a ninguém

Hoje para ele é um dia muito especial
E também para todos os seus amigos de fato
Pois nesta data de perfeito alto astral
Ele completa dez aninhos… Meu Deus que boato
Mas o que quero dizer finalmente
É que não importa a idade realmente
Pois esse carinho que dás a tanta gente
Só os têm as crianças e quem é abençoado

Bendito seja este dia meu querido Danilo
Que Deus se faça presente hoje e sempre
E nunca queiras por ninguém esse teu jeito mudar
Pois só a inveja desejaria ver-te diferente
Mas acredite, os anos com certeza passarão
Muitos ainda de ti precisarão
E com tanta bondade em teu coração
Abraçarás muito mais essa gente

Parabéns pelo teu dia tão glorioso
Mais um aniversário estás a completar
Se não posso dar-te um bem precioso
Mas esta homenagem simples eu vi brotar
E de uma forma tão simples e singela
Que por mais simples que seja ela
Foi feita de uma forma tão bela
Que ninguém possa assim duvidar

Ao Querido Diogo

Diogo é um jovem bastante extrovertido
Tem a mente de adulto e coração de criança
E nesse seu jeito simples e um tanto atrevido
Ainda resplandece em seu olhar a esperança

Esperança para os sonhos que irão se realizar
Para a grande jogada da sua existência
Em seu futuro com certeza haverá um brilhar
Que será adquirido com esforço e paciência

E no futuro desse jovem amigo e companheiro
Que a dor se faça ausente em todos os momentos
E vença sempre em ti a força de grande guerreiro
E nunca entre os amigos caias em esquecimento

E bendito seja teus sonhos e tuas verdades
E o teu porvir reluza por sobre teu ser
E hoje com toda a minha simplicidade
Quero desejar muitas felicidades pra você

E que esta alegria espontânea e nunca rara
Transborde de um jeito simples e sem par
Nos mostrando de forma bastante clara
Toda a grandeza que a tua alma tem a revelar

E desejo não apenas para hoje, mas para sempre
Que os teus desejos possam se realizar
E que ao menos hoje, te portes de forma decente
E o professor possa tranqüilo, a aula nos dar.

Brincadeirinha… te adoro de montão…
Parabéns e muitas felicidades,
Com o meu carinho muito especial,

Uma Boa Amizade

Acontecem tantas coisas na vida
Que me faz de muitas outras duvidar
Mas uma boa amizade, assim sentida
Penso que deve para sempre perdurar

Não sei se as várias facetas da vida
Ou mesmo determinadas incompreensões
Talvez a falta de tempo pelas grandes lidas
Mas seja qual for o motivo, angustia corações

Nos tempos, há bastante idos
Havia sempre tempo e situações
Hoje já não restam nem fúteis motivos
Nenhum que seja, nem mesmo emoções

Emoções que possam ser partilhadas
Não importando de quem seria
Bastando ter a amizade preservada
Deixando fluir essa grande magia

Mas um dia julguei que essa nossa amizade
Nunca seria por nenhum de nós abalada
E mesmo que os anos passassem, nunca a idade
Faria essa amizade ser ao esquecimento relegada

Mas esquecemos que a tribulação do dia a dia
Põe à prova todo e qualquer sentimento
E não foi diferente com toda a linda magia
Que se traduzia nesse nosso envolvimento…

Envolvimento sempre tão puro e perfeito
Que requer uma grande e sincera amizade
Amizade onde prevalece o mútuo respeito
E nessa amizade uma sincera fidelidade

Mas hoje… Quando a labuta fala tão alto e feroz
O nosso presente esquecido me parece tão passado
Que o nosso passado tão presente dentro de nós
Será devias, por nós dois muito mais lembrado

E muitos outros momento se farão de ausência
Mas o esquecimento entre nós não deve permanecer
Pois não terei por muito mais tempo tanta paciência
Que eu não me atreva ir buscar um pouco de você

Hoje em dia é muito comum ouvirmos reclamações de filhos que necessitam cuidar dos pais em sua velhice.
É constante, também as discussões entre os irmãos. Chegam até fazer uma “tabela”, ou seja, cada um tem o seu dia certo para esta “difícil” tarefa, quando o correto seria ter prazer em fazer isto.
Nossa cultura realmente é desumana com os idosos. Em outros países, pricipalmente nos orientais, eles são muito respeitados e valorizados.
O pior de tudo isto, é quando eles morrem. Aí se percebe aqueles que relutaram em cuidar deles. Derramam suas “lágrimas de crocodilo”, fazendo até escândalo no velório, para impressionar os presentes.
Só lá na frente que eles vão perceber o quanto estavam equivocados. Vão perceber que a sua idade se aproxima do patamar dos seus pais, e já começam sentir que seus filhos estão agindo da mesma maneira que eles agiram.
Aí é tarde demais! Não tem volta!
Escrevo isto com total propriedade e certeza, pois, digo que isto aconteceu comigo, e esta dor no coração e angústia, vou levar até o fim da minha vida.
Apesar de ter um casal de filhos maravilhosos, e por enquanto não necessito da ajuda deles, mas, e no futuro, como será?
Se eles fizerem como eu fiz, não poderei culpá-los, afinal é nossa “cultura”.
Que desculpa esfarrapada! O certo é dizer: Isto é falta de amor, falta de vergonha, etc.
Que Deus possa abrir os olhos daqueles que ainda têm a “chance” de cuidar dos seus “velhinhos”. Amém

Fiquem com Deus.

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