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Vérvico galopar
Entre o poroso e o hermético:
Sua mente flui, reflui
Pelas alamedas, ribanceiras
Cordilheiras do Clássico,
Do Moderno e pare, assim,
Um Autêntico Contemporâneo

Fazer Poético
Cosmopolita, Latinoamericano,
Brasileiro, Nordestino, Baiano,
Plenitude do Universo retroagindo-se e se açambarcando!

Seu verso cavalga
Pela estrada da reflexiva,
Filosófica, sonora,
Jocosa, prosódica,
Culta, dionisíaca,
Difusa, diáfana,
Ferina, aquática, sábia,
Copiosa, prolífica, ígnea,
Reta,
Obliqua,
Acuidosa,
Expedita,
Gostosa,
Dúctil,
Livre,
Liberta,
Libertina,
Geral Geleia,
Gelatina,
Eclética,
Ladina Metalinguagem.

Seu poetar codifica e decodifica
A Metalinguagem.
Seu poetar
Penetra e ejacula a Metalinguagem.

Seu poetar
É a Metalinguagem
Que vocifera
Contra a lepra qual acomete e devassa a emoção
E contra o vírus
Da hipocrisia, da miséria, da vácua poetização!

Seu poetar
É a Metalinguagem
Que afaga, fecunda e soca
A janela da intimidade:
Expondo eloquentes aquarelas
Da introspectiva realidade.

Seu poetar
É a Metalinguagem
Que rompe e carcome
O indestrutível cadeado
Das senzalas da Palavra.

Seu poetar
É a Metalinguagem
Que descabaça
O vapor barato

Pois o falo que a aparelha
É verbo nascido
Do ventre do fogo e do aço.

Seu poetar
Alimenta-se
Da molécula
Que fabrica
A Metalinguagem:

Ele bebe a água da Metalinguagem.
Ele come a carne da Metalinguagem.
Ele assume a pelagem e a identidade da Metalinguagem.
Ele é a própria Metalinguagem, na verdade!

Salmo 33

Alegremo-nos no Senhor, nós os justos.Fica bem para nós os retos louvá-Lo.
Exaltemos ao Senhor, com cântico, com júbilo e com arte.
Isto tudo porque Sua Palavra é reta, e o Senhor procede fielmente em tudo.
Deus ama a justiça e aquele que anda retamente, pois a terra está cheia de Sua bondade.
Os céus foram feitos por Sua Palavra, com o sopro de Sua boca. Juntou toda a água do mar em um só lugar.
Toda a terra e os habitantes do mundo devem temê-lo, pois, Ele falou e tudo se fez. Tudo passou a existir após Sua ordem.
Tudo que é designado pelas nações, e os intentos dos povos são frustrados pelo Senhor. Ele os anulam.
Sigamos o Seu conselho, porque dura para sempre, também os desígnios do Seu coração por todas as gerações.
Uma coisa é certa: A nação cujo Deus é o Senhor, é muito feliz, pois seu povo foi escolhido para Sua herança.
O Senhor nos vê lá dos céus onde mora, observa a todos, sem exceção. Êle é quem forma nossos corações para contemplarmos as Suas obras.
Não existe rei que se salve com o “poder” dos seus exércitos, nem o forte e o valente se livra.
Cavalos, não garantem vitória a ninguém, mesmo com sua grande força podem nos livrar.
O olhos do Senhor estão sobre os que O temem e esperam na Sua misericórdia.
Nossa esperança é que Ele livre nossas almas da morte e,no tempo da fome, conserva-nos a vida.
Nossa alma espera no Senhor, pois confiamos no Seu santo nome.
Seja sobre nós, Senhor a Tua misericórdia, como de Ti esperamos. Amém.

Fiquem com Deus.

Já manifestei por várias vezes o meu gosto pela política.Sempre procurei acompanhar os fatos políticos e nunca abri mão de manifestar a minha opinião, mesmo em assuntos tidos como delicados e/ou polêmicos.E no tocante à política e seus meandros, também nunca concordei com o pensamento de que é algo que não se deve discutir.Muito pelo contrário, acho que a discussão deve fazer parte do nosso dia-a-dia.E sempre devemos tentar aprimorar os nossos conhecimentos a respeito dos mais variados temas.Até porque se não atentarmos de forma acurada para os graves problemas de ordem política, mais lesados em nossos direitos seremos e pecaremos pela omissão que, a meu ver, é sempre o pior caminho. Mas deixemos de lado os rodeios e vamos ao que me levou a tocar no assunto do momento: A visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.Li nos vários jornais da internet e acompanhei pela televisão, as muitas manifestações de repúdio à sua presença em solo nacional.Também acompanhei as críticas contrárias à atitude do Governo , principalmente ao Presidente Lula ,por receber, com honras de Chefe de Estado, o colega iraniano.Muitos países se posicionaram contra o Brasil e até o mais recente agraciado pelo Prêmio Nobel da Paz, Barack Obama, não concordou com o nosso presidente, cuja tendência a ser afável com todos os representantes de todas os países vem incomodando muita gente.Mas em que sentido, na luta pela paz, podem os Estados Unidos darem lição ao mundo e principalmente ao Brasil? Eles se recusam a diminuir a emissão de gases por que não querem perder a supremacia que, embora cambiante, ainda sustentam.São os maiores patrocinadores de guerra do mundo e os maiores intervencionistas do planeta.E ainda por cima, na política interna de Honduras, estão mais por cima do muro que qualquer outro país sem nenhum peso político.Muitas promessas de campanha Obama já deixou de lado.Afinal, não é fácil governar a maior potência do mundo.Como também não é fácil governar o Brasil, com tantas distorções sociais e diversidade de todo tipo.Agora, criticar o governo por tentar dialogar com todos, indiscriminadamente, receber de forma respeitosa qualquer líder é, no mínimo, fazer a defesa de um pensamento que até aqui não deu certo e que contribuiu sobremaneira para as infindáveis guerras que assolam o mundo desde sempre.
Acho que o Presidente Lula está certo em tentar dialogar com todos, de buscar parcerias políticas e comerciais com todos, sem exceção.E se a política do “Apartheid”, do isolamento e das sanções não funcionaram, quem sabe um novo modelo, do qual o nosso presidente é representante, pode fazer a diferença para melhor?
Se erros existem ( e creio que são muitos), acredito que não é na afabilidade de Lula que está o problema, mas sim, se o Governo abrir mão do Brasil, se não defender os interesses nacionais ou se compactuar com o sistema segregacionista perverso tão bem defendido pelos países ricos.
E se não estiver equivocada, pelo discurso do presidente na presença do líder iraniano, ele deixou bem claro que existem imensas diferenças que nos separam.E que o Brasil não compactua com o sentimento bélico e reducionista de nenhum outro país, seja ele Irã, Israel, Honduras, Colômbia ou os Estados Unidos.

Acho que somente através da cooperação mútua, do respeito à soberania de cada país, o mundo encontrará uma possibilidade de dias melhores.E neste ponto, por mais que muitos só vêem defeito em nosso presidente, acho que ele consegue sair na frente.

A vida é o orfanato da certeza:
Hoje se veste de monarca supremo da onipresença
Amanhã poderá viver
Como o mais caro patrimônio da ausência.

Lembranças vagam mortas pela cabeça:
Nem mesmo poemas
Conseguem capturar a sua arcana seiva.

Migalhas são ofertadas
Com ares de bonança:
E assim, a camuflagem da sarjeta
Põe em coma o renitente sol da mudança.

A liberdade são veleiros camaliônicos
Que tentam fugir da tirania:
Seus discípulos incondicionalmente a perseguem
Ainda que morram de anorexia.

Olho o olhar de quem chora.
Olho o olhar de quem despreza.
Olho o olhar acuidoso do corvo.
Olho o olhar ferino da fera!

Olho o olhar de quem brame.
Olho o olhar de quem geme.
Olho o olhar de desespero das africanas crianças.
Olho o olhar do sangue que derrama cotidianas vidas inocentes!

Olho o olhar de banzo das florestas.
Olho o olhar jocosamente lúgubre das favelas.
Olho o olhar de preconceito e orgulho
Da prole que é fruto da biológica brasileira Aquarela!

Olho o olhar de quem é bravura.
Olho o olhar de quem peleja.
Olho o olhar de quem tem a dignidade e a labuta
Como a sua genética Bandeira!

Meus olhos enxergam,
No âmago do macrocosmo urbano,
Retas metálicas e flocos de opulenta luz fulgurando.

No âmago do macrocosmo urbano,
Meus olhos contemplam
Sóis cerebrais sob capacetes e mãos em luva
Erigirem vivendas, trilhos, fibra ótica, aluminióticos dutos
Megastores, metrôs, trens-bala, bélicos hotéis de luxo:
Uma verdadeira réplica subjacente
Do superno mundo vivente
Que continuamente se transmuda.

Contemplo o árduo laborar glorioso destes artífices anônimos
Do viés recôndito da face da vida citadina:
Vejo gente alegre, quacre, tímida, tristonha
Vejo gente egrégia, cansada, íntegra, risonha
Vejo gente amarga, acre, doce, incauta e lancinante opala oceânica
[de incessantes lembranças
Vejo gente que traz consigo imensuráveis caminhos doídos de errância
Vejo gente montada no dorso auspicioso d’aurora
Vejo gente que segue o fluxo do córrego da estrada
Longa, sádica, morosa
Vejo gente se desvanecer para sempre como mais uma presa
Nas garras do renque do empedernido inverno da selva de cimento
Vejo migalhas de caviar na boca dos moribundos da mental seca,
Amaldiçoados por serem inconscientes de sua iminente falência
Vejo, afinal, gente. Gente em sua mais sublime e ordinária essência.
Gente fazedora da arcana alameda majestosa:
Onde a couraça da contraluz esconde
O estadão, a florescência arbórea da esmeralda, a tão almejada prata!
Ah, meus queridos vitalícios detentos da antropocêntrica faina,
A vocês, tristemente, minha voz profere sua baldia fala:
Pobre gente. Pobre gente, filha da atroz auréola da desgraça!

Ah, o que sei.
Sei que lá embaixo há todo um universo…
Lá embaixo há toda uma nação de chagas abertas, inflamadas…
Lá embaixo há relíquias, realejos e trovas telúricas na memória…
Lá embaixo há Favelas, Roças, Minas, Bahias, Pernambucos, Cearás
[Paraíbas, Amapás, Brasílias, Curitibas, Corumbás, Linhares,
Itabunas, Restingas…
Lá embaixo o sonho de repisar o chão de sua Terra
Move uma infinita legião de operários eremitas…
Lá embaixo a bruma é lume que sempre pereniza…
Lá embaixo o ocaso prematuro é comensal insone,
Um recalcitrante conviva…
Lá embaixo aflora uma aura em espiral
Que, enleando almas amigas do fugaz retiro,
Quebranta as monumentais geleiras do hermetismo
E edifica a ponte irmanatória da generosa troca de dolentes vivências.
Finalmente, lá embaixo,
Os oprimidos sofrem uma metamorfose formidável:
Eles viram Cézanne, Portinari, Matisse, Oscar, Drummond, Michelangelo
Monet, Rembrant, Frida, Dali, Cabral, Gullar, Otávio, Van Gogh, Picasso,
Pois com seus pincéis calejados pintam o novo capítulo
Da civilização contemporânea.
Sim, Jorges, Juvenais, Damascenos, Marcos, Antônios, Firminos,
Ricardos fazem vicejar a imponência das novas
Esconsas urbes humanas.

Série: O que você precisa saber sobre vendas…

Vª Parte. Descubra o padrão de negociação do seu cliente…

1. O padrão concessão:

Todo mundo cede alguma coisa em uma negociação. Algumas pessoas cedem de maneira progressiva. Começam com pequenas concessões, evitando as maiores, esperando que não cheguem a ser exigidas por você.

Outras fazem tantas concessões e depois desperdiçam muito tempo tentando recuperar os pontos cedidos.

Uma tática boa para apressar a conclusão do negócio é diminuir as concessões à medida que o processo de negociação caminha para o seu final.

2. O padrão queixoso:

Há compradores que iniciam uma negociação contando que tiveram um péssimo ano e enumerando uma série de desgraças. Eu negocio minhas palestras há alguns anos com várias pessoas. Algumas começam logo falando do ano difícil que tiveram, que as empresas da região demitiram muita gente, a cidade empobreceu e está muito difícil vender palestra para as empresas.

O fato de fazermos trabalhos juntos há alguns anos, demonstra o valor de reconhecer este padrão de negociação.

3. O padrão dividindo a diferença:

Seria de imaginar que esse é o padrão mais fácil de discernir. Afinal, é como quase todo mundo “negocia”. Você quer vinte, eu ofereço dez. Nós concordamos em quinze e, com muita freqüência, nenhum dos dois lados fica satisfeito.

Por outro lado, algumas pessoas vivem para dividir a diferença. Muito alta se estão vendendo e muito baixa de estão comprando. Essa tática se torna ainda mais perigosa quando usada constantemente, tornando-se assim o padrão dominante da negociação. O outro lado, por estratégia, exagera esperando que você divida a diferença. Cuidado, pois eles estão sempre querendo derrotá-lo, sem você saber.

www.menegatti.srv.br - menegatti@menegatti.srv.br

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio das recentes Resoluções Normativas 195, 200, 203 e 204/2009, procedeu a uma importante intervenção no mercado operador de planos e seguros privados de assistência à saúde. A agência modificou as regras normativas que regulavam a contratação dos citados planos e seguros, tanto na modalidade de individual/familiar como na da contratação coletiva, empresarial ou por adesão.

Por outro lado, a Resolução Normativa 196/2009 instituiu as chamadas Administradoras de Benefícios. Elas terão uma importante função de assessorar a massa contratante, bem como os seus respectivos estipulantes, em seu relacionamento com as operadoras. Além disso, elas poderão também figurar como estipulantes em contratos coletivos, inclusive estabelecendo contratos chamados de guarda-chuvas – que integram beneficiários oriundos de diversos estipulantes/clientes e com a contratação com uma ou mais operadora.

A resolução 196 começou a vigorar em 14 de agosto de 2009, ao passo que as Resoluções 195 e 200 entraram em vigor em 3 de novembro. No entanto, a ANS, por meio da resolução 203, regulou a especificação dos ativos garantidores das Administradoras de Benefícios. É importante ressaltar que, quando elas forem estipulantes de contratos coletivos, deverão garantir o pagamento à operadora de eventual inadimplência dos beneficiários dos planos e seguros de saúde estipulados por elas.

Resumidamente, as alterações regulatórias das contratações dos mencionados planos e seguros são as seguintes: nos planos individuais/familiares não houve, nas resoluções referidas, qualquer modificação de monta que tenha alterado a sistemática mercadológica vigente. No entanto, o mesmo não acontece com os planos coletivos empresariais e por adesão.

A mudança foi importante para os planos coletivos empresariais. É importante destacar que eles abrangem, desde 3 de novembro, unicamente a massa vinculada ao estipulante por relação de emprego ou estatutária. Porém, fica facultada a integração de outros beneficiários, desde que respeitado o princípio geral acima mencionado, e que tanto o estipulante quanto a operadora contratada estejam de acordo com essa integração. Sendo assim, poderão ser integrados, entre outros administradores, aprendizes, trabalhadores temporários e parentes do beneficiário titular até o 3º grau de consanguinidade ou até 2º grau por afinidade.

Outra mudança importante é que a responsabilidade financeira do contrato perante a operadora sempre será do estipulante, mesmo nos casos em que ele não tenha contribuído financeiramente para o pagamento da contraprestação pecuniária do plano ou seguro contratado. Por outro lado, na relação jurídica contratual dos planos empresariais entre o estipulante e a operadora, não há necessidade de intervenção da Administradora de Benefícios, salvo se ela for parte da estipulação do negócio.

Um dos dispositivos da Resolução 195 reduz para 30 o número máximo de beneficiários de planos coletivos, para fins da permissão de incidência de períodos de carência. Outro aspecto é o da proibição de reajustes dos preços dos planos coletivos em período inferior a 12 meses, que incide, inclusive, sobre eventuais ajustes de valores contratuais decorrentes de excesso de variação da sinistralidade do contrato.

No tocante aos planos coletivos por adesão, a elegibilidade dos beneficiários que possam vir a integrar o respectivo contrato é exclusivamente de natureza profissional, classista ou setorial. Podem figurar como estipulantes conselhos de profissão regulamentada, entidades sindicais (tanto sindicatos como federações e confederações patronais ou profissionais) e outras pessoas jurídicas, desde que se respeite o princípio de elegibilidade acima mencionado, salvo nos casos em que haja prévia autorização da ANS. Os parentes, até 3º grau de consaguinidade e 2º grau por afinidade do beneficiário titular, também poderão vir a integrar a massa populacional assistida nessa modalidade de contrato.

Uma das justificativas da ANS para a instituição das Administradoras de Benefícios é a sua importância na gestão e organização da massa assistida nos planos coletivos por adesão, muito embora as operadoras possam vir a contratar diretamente com seus estipulantes. Também nos contratos coletivos por adesão, a responsabilidade financeira de pagamento das contraprestações pecuniárias será sempre do estipulante.

Um dos dispositivos que mais tem causado polêmica em relação à resolução 195 é o que se refere à proibição de integrar novos beneficiários aos planos já contratados antes da vigência da nova norma, exceto em casos de filhos ou novo cônjuge do titular. Caso em que tais contratos permaneçam em desconformidade com os parâmetros estabelecidos nas citadas resoluções.

Entretanto, de acordo com a resolução 204 da ANS, os chamados contratos antigos (anteriores ao início de vigência da RN 195), cuja elegibilidade dos beneficiários estiver de acordo com os novos princípios normativos, terão a faculdade de proceder a sua adaptação até o próximo aniversário do contrato que se seguir a data do início de vigência de mencionada resolução.

Há entendimento jurídico de que esta intervenção no regime dos contratos antigos fere o dispositivo constitucional trazido no inciso XXXVI do artigo 5º da Carta Magna. Ele assegura que a legislação nova não retroagirá para prejudicar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. Essa garantia aos Direitos Fundamentais do cidadão é básica para que haja um Estado de Direito e que se tenha a segurança jurídica necessária para a vida em sociedade.

As modificações decorrentes dos Atos Normativos são de relevância para o mercado de Planos e Seguros Privados de Assistência à Saúde e, consequentemente, para toda a população. Pontos que notoriamente melhoram a relação entre os beneficiários e as operadoras, mas também outros polêmicos que merecem uma análise mais detalhada e cuidadosa, pois a primeira vista, parecem estar em desacordo com a nossa Constituição.

Dagoberto J.S. Lima é sócio-fundador do Advocacia Dagoberto J.S. Lima e chefe da assessoria jurídica do Sistema Abramge/Sinamge e Sinog

Gosto de observar as pessoas.E ao longo da minha vida, venho aprimorando essa habilidade, venho aguçando o olhar ( apesar de minha miopia) e os ouvidos.Tenho tentado diminuir a afoiteza na hora de dar minha opinião e me atentado mais aos meus interlocutore.E não só me atenho às palavras, como também ao gestual.E como o corpo fala! Às vezes muito mais do que os vocábulos .Assim, venho me tornando uma “quase” especialista em ler nas entrelinhas, no remexer das mãos, nos olhos inquietos, tranquilos, turvos, transparentes ou endurecidos.Também tenho lido algumas mensagens nas frases interrompidas, nas respostas vazias, no tom ríspido ou meigo das falas.Sinal de amadurecimento? Pode ser.Certo é que aquele ímpeto de defender minhas idéias a todo custo ficou para trás.E não foi de maneira repentina que mudei.Não.A mudança foi se dando aos poucos, em doses homeopáticas.À medida que fui percebendo que minha maneira quixotesca de ser incomodava muita gente.Que o meu lado “gauche” não era um bom cartão de visitas.Eu levantava minhas bandeiras e as fazia tremular com todas as minhas forças.E eram todas bandeiras humanitárias, de cunho socialista de fato, não no sentido meramente político.Eu queria um mundo cor-de-rosa pra todo mundo, acreditava ferrenhamente numa sociedade mais justa, mais humana, sem pobreza.Mas fui percebendo, nos olhares endurecidos em minha direção, que eu era vista de forma distorcida.Poucos acreditavam nas minha reais intenções.Especulavam sobre os meus verdadeiros interesses e chegavama a tecer comentários maldosos sobre minha pessoa.E percebi isso também em relação a outros colegas que pensavam como eu.Eram poucos, pois os “dons quixotes ” da vida sempre foram minoria.Então, de forma gradativa, fui deixando de cavalgar o Rocinante, deixei de lado a companhia constante do fiel escudeiro Sancho Pança e não mais persegui com a minha lança os moinhos de vento.
Hoje, sinto-me mais tranquila, pensamentos mais organizados, querer mais ajuizado, coração menos alvoroçado. Então acho que entendo um pouquinho de gente e sei que as pessoas estão vazias ou tristes ou desiludidas.E aí me vem uma gratidão imensa a Deus por ter me moldado assim lunática, sonhadora, idealista, quixotesca no tempo certo, para agora ser uma mulher amorosa em todos os sentidos.E que não deixou de acreditar no sonho. Apenas não mais tem a pretensão de mudar o mundo,quer somente fazer de seu mundinho pessoal um oásis de ternura, “um infinito particular”.

Mas a cada geração, a cada década ou século, outros cavaleiros andantes irão surgir que montados em seus rocinantes lutarão contra os inimigos, conquistarão impérios e os oferecerão às mais variadas Dulcinéias.Pois o sonho não pode acabar nunca.Nem o Amor.Nem a gentileza.Nem uma causa maior que direcione a vida.

Aconteceu novamente.Um bebê de seis meses foi esquecido dentro do carro pela própria mãe.Quando ela lembrou do fatídico esquecimento, nada mais pôde ser feito.A filhinha não resistiu à exposição por tanto tempo ao calo e à falta de ar e veio a falecer.Parece surreal.É trágico demais.Dá pra tentar se colocar no lugar da mãe? Quando o episódio apareceu na televisão, várais pessoas se manifestaram sobre o caráter desta mãe.Ela era extremamente zelosa e preocupoada com as filhas.Já tinha até feito uma reserva de passagens aérea para uma viagem de fim de ano para não sacrificar as meninas numa jornada longa de estrada, principalmente o bebê.Essa comprovação torna ainda mais absurda a situação.Se tal fato acontece com uma genitora amorosa e cuidadosa o que se pode esperar de uma boa parcela que não consegue oferecer ou não tem condições de dar os cuidados necesários a sua prole?
Tempos atrás , um bebê foi salvo na Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte.O fato chocou o paí inteiro.Depois disso houve uma proliferação de recém-nascidos jogados em lata de lixo, pela janela, abandonados à própria sorte.É possível fechar os olhos a uma bárbárie como essa?
Tento me colocar no lugar dessa mãe de agora.O que leva alguém a se escraviazr pelo trabalho a tal ponto que chega a esquecer o seu bem mais valioso? Que exi`^encias perversas do capitalismo que tira o direito da mulher a cuidar dos seus rebentos sem culpa, sem se consumir no mercado de trabalho em detrimento da tarefa maior de CRIAR?
Que preço alto temos que pagar para subirmos na pirâmide social e poder viver condignamente?
Poderia estender minhas dúvidas, fazer um amontoado de indagações que é bem do meu feitio quando me vejo perplexa com alguma situação.Mas creio que de nada adiantaria.So sei que o peso sobre os ombros da mulher continua pesado demais.A sua independência foi conquistada a ferro e fogo.A multimulher está aí, fazendo de tudo e mais um pouco e não raramente, sozinha.Sem o homem ao lado.Conquista real? Pode até existir.Mas acho que temos que repensar algumas coisas.Em que lugar, em que ponto da caminhada ficou a esperança? Onde os sexos se tornara opositores ao invés de complementares ou parceiros amorosos?
Está faltando AMOR de verdade.Está faltando companheirismo, mãos dadas,divisão de responsabilidades.
Por mais que as pessoas insistam em decantar os avanços da ciência, tenho receio pelo desaparecimento da humanidade.Insiminação artificial, produção independente,liberdade sexual cada vez mais cedo, ausência total de limites…
E a vida vai se tornando cada vez mais barata.Os bebês vão sendo esquecidos, abandonados, descartados.Onde estão as mães, e os pais? Eles existem na história?
Que Deus proteja essa mãe de agora.Que ela consuga seguir sua vida e cuidar da outra menina e aliviar a cada dia o peso que deve durar por muito tempo em seu coração.
E a gente tem de seguir acreditando que alguma coisa vai mudar para melhor para que a fúria que compõe a vida moderna pode se arrefecer aos poucos, à medida que as pessoas não se deixem alienar pelas imposições de uma carga de trabalho exorbitante que deixa a todos imerso num estresse que só gera violência e tragédia.

Série: O que você precisa saber sobre vendas…

IV. Sua casa: maior escola de negociação do mundo…

Segundo Thom Hopkins, um mestre em vendas, uma regra ideal para negociação e que todos deveriam recorrer, seria os relacionamentos entre marido e mulher. Negociando detalhes banais como quem será o primeiro a tomar banho de manhã ou mais importantes, como onde a família passará as férias, os casais manobram, cedem e firmam o pé de maneira fluida, natural e muitas vezes sem precisar de palavras. Talvez a relação conjugal represente a forma mais eficiente de transação de negócios existente no mundo.

Casais se vêem todos os dias: não importa quão acalorado o debate, um casal sabe que terá de se enfrentar, cara a cara, quando for se deitar à noite. Esse simples fato ameniza suas posições, por mais extremas e firmes que tenham sido.

Quando as pessoas sabem que no futuro precisarão realizar novos negócios com alguém, tendem a ser mais agradáveis e menos dispostas a iniciar uma briga. A eliminação desse tipo de combatividade é positiva para toda a negociação.

Casais precisam de benefícios mútuos: digamos que um casal esteja comprando um carro novo. Antes de discutirem o assunto com o vendedor precisa negociar entre si qual será a marca que desejam. A esposa prefere uma perua para levar as crianças por toda a parte o marido gostaria de um tipo mais esportivo, mas que também lhe servisse para ir ao trabalho. Enfim, o carro tem de satisfazer a ambos. Se a esposa fizer valer a sua vontade, o marido ficará sempre resmungando. Em pouco tempo, o veículo será chamado de “o carro dela”. Também não demorará muito para o marido encontrar um motivo para comprar o “carro dele” e talvez o casal tenha gasto mais do que podia em automóveis.

Os casais respeitam o espaço um do outro: em todos os casamentos existem zonas em que é “proibida a entrada”. Pode ser algum assunto delicado que perturba o marido, uma área de supremacia particular da esposa ou um relacionamento exclusivista que um dos dois desenvolveu. Os casais pressentem essas áreas por instintos. Sabem quais linhas não devem ultrapassar.

É difícil despertar esse tipo de sensibilidade numa negociação. Afinal, você provavelmente não conhece o outro lado nem um décimo do que conhece sua esposa! Mas um pouco de trabalho de análise deveria lhe informar o que eles consideram um território proibido.

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Lembre-se se isto já não aconteceu antes: um vendedor da sua equipe entra em contato com um cliente e faz uma excelente apresentação sobre o produto/serviço. Ele apresenta vários argumentos, sua lógica é indiscutível e está munido de informações relevantes que comprovam o que está dizendo. Uma semana depois, esse vendedor recebe um não do cliente. O que aconteceu de errado?

Freqüentemente, as pessoas cometem o erro de dar muita atenção ao que está sendo dito, em vez de prestar atenção em como é dito.

A primeira coisa a entendermos aqui é que suas chances de ter propostas aceitas podem aumentar consideravelmente se você determinar quem realmente é o tomador de decisão e, daí para frente, identificar qual é o estilo desse decisor e adaptar a apresentação das informações.

Vendedores, geralmente, usam apenas um tipo de persuasão quando tentam influenciar seus chefes, colegas e clientes. Mas um estudo realizado por Gary A. Williams e Robert B. Miller mostrou que os tomadores de decisão se classificam em cinco diferentes estilos, e adaptar a proposta de acordo com esses estilos, aumenta muito sua chance de sucesso.

Williams e Miller fizeram um estudo de dois anos que envolveu mais de 1.600 executivos, e identificaram cinco estilos de decisores: os carismáticos, os pensadores, os céticos, os seguidores e os controladores.

Cada um desses estilos tem uma maneira diferente de tomar decisões, com suas crenças, características e experiências. E a maioria dos profissionais de vendas simplesmente não presta atenção a essas diferenças. Acabam apresentando a informação para um cliente carismático da mesma maneira que apresentaria para um controlador, por exemplo.

Saber que o seu cliente A não toma decisões da mesma maneira que o seu cliente B faz uma grande diferença nos resultados alcançados!

Os pesquisadores descobriram que esses cinco estilos não se aplicam somente a decisões de compra, mas sim para qualquer tipo de decisão (mesmo aquela em que você pede um aumento de salário ou quando você tenta convencer sua esposa/seu marido a viajar para aquele lugar que você quer ir).

Williams e Miller perceberam que mais da metade das apresentações de venda não são adaptadas ao estilo do decisor.

As apresentações, em sua grande maioria, são feitas do mesmo jeito e não são adaptadas ao estilo do decisor. Será que não é essa a causa de alguns vendedores não atingirem suas metas na equipe? Será que não está aí uma grande oportunidade de melhoria nos resultados, aumentando a chance do seu cliente dizer sim?

Veja quais são os 5 estilos de decisores e como influenciar cada um deles:

Carismáticos: Gostam de se arriscar, mas são responsáveis. Apesar de mostrarem grande interesse por uma nova idéia, eles aprendem com suas experiências – principalmente com aquelas decisões erradas que tomaram anteriormente – e esfriam seu entusiasmo inicial com uma boa dose de realidade. Procuram informações que reafirmem suas emoções e, se tais informações não forem encontradas, rapidamente perdem o interesse. Os carismáticos preferem argumentos que lhes mostrem os resultados rápidos e diretos que irão atingir e se interessam, principalmente, por propostas que falam sobre como suas empresas (sua carreira, ou sua vida) se tornarão melhores e mais competitivas. Ao tentar persuadir um carismático, identifique quais as partes da sua proposta que chamaram mais atenção, e discuta cada uma delas. Esqueça as características do seu produto/serviço que não chamaram a atenção em um primeiro momento. Você precisa ser rápido, pois a atenção do carismático é curta. Comece já com a informação mais importante da sua proposta, pois se você não tiver a atenção dele nesses primeiros minutos, nem chegará aos últimos. Os carismáticos gostam de ferramentas visuais – gráficos, planilhas, figuras, fotos, folders –, que auxiliem o seu entendimento. Preferem discussões e reuniões dinâmicas – ele freqüentemente vai se mexer, mudar a posição, andar pela sala e tomar o controle da conversa. Apesar dos carismáticos tomarem as decisões sozinhos, na maioria das vezes, quando se trata de uma decisão mais importante, eles costumam ouvir outras pessoas.

Pensadores: Gostam de argumentos quantitativos, que estejam baseados em informações numéricas. Ao contrário dos carismáticos, os pensadores são avessos ao risco e querem o máximo de informação possível, de todos os tipos. Suas habilidades sociais são limitadas e guardam suas emoções. Eles têm dois grandes desejos no mundo dos negócios: antecipar mudanças e ganhar da concorrência. São motivados mais pela necessidade de controle do que pela necessidade de inovação. Bill Gates e Michael Dell são classificados como pensadores. Esse estilo de decisor jamais esquece uma experiência ruim. Aquilo fica guardado, e se aconteceu com a sua empresa, dificilmente ele vai dar uma segunda chance. Raramente você identificará alguma pista sobre o que um pensador está achando da sua proposta. Eles não costumam mostrar suas intenções até que a decisão final esteja tomada. A melhor maneira de persuadi-los é ser sincero quanto aos riscos envolvidos na decisão, pois eles respondem melhor se souberem antecipadamente. Freqüentemente, farão uma bateria de perguntas para descobrir e entender estes riscos associados com uma opção.

Céticos: Têm personalidade forte e podem ser exigentes, rebeldes, “do contra” e até anti-sociais. Podem ter um estilo agressivo. Durante sua apresentação, um cético pode deixar a sala temporariamente, atender o telefone ou até iniciar uma conversa paralela. Ele exigirá seu tempo e energia, confrontando idéias com você na primeira oportunidade que aparecer. O estilo pensador faz várias perguntas, e não é nada pessoal. Mas com o cético, é completamente pessoal. Não deixe que isso atrapalhe e siga de maneira calma. A boa notícia é que um cético dirá exatamente o que está pensando naquele momento sobre você, sobre sua apresentação, sobre seus produtos/serviços e sobre a sua empresa. Para persuadir um cético, você precisa do máximo de credibilidade possível. Eles tendem a confiar em pessoas que são parecidas com eles – pessoas que leram um mesmo livro ou que fizeram um mesmo curso. Mas acima de tudo, um cético precisa que sua reputação e seu ego sejam mantidos. Apesar de parecer difícil convencer um cético, tudo o que você precisa é dar a ele idéias e motivos que sejam ainda melhores, mais bem vistos e mais poderosos. Eles geralmente decidem muito rapidamente.

Seguidores: Como têm medo de tomar as decisões erradas, os seguidores raramente tomarão uma decisão rapidamente. Eles confiam muito em marcas e estão atentos a bons negócios/promoções. Eles também são muito bons em ver o mundo através dos olhos de outras pessoas. Conseguem se colocar no lugar do outro e compreender a situação. Mas apesar da extrema cautela, os seguidores podem ser espontâneos, algumas vezes. Apesar do estilo seguidor ser o mais difícil de identificar, é o mais fácil de persuadir – se você souber quais botões apertar. Por exemplo, fazê-lo se sentir confiante na decisão que está tomando, através de histórias de sucesso de outras pessoas que tomaram a mesma decisão. No geral, esses clientes querem produtos e serviços inovadores, porém comprovados novos, mas confiáveis diferentes, mas seguros. O que os seguidores não querem é a sensação de perda, de terem tomado uma decisão errada. E é por isso que você precisa convencê-los de que estão tomando a decisão certa.

Controladores: Assim como os céticos, os controladores têm personalidade forte. Na suas próprias mentes são os melhores vendedores, os melhores estrategistas e os melhores profissionais. Ao contrário dos seguidores, os controladores vêem as coisas de acordo com suas próprias perspectivas e freqüentemente farão julgamentos e observações pouco amigáveis sobre os outros (ou sobre um produto/serviço). Apesar de conversar muitas vezes com outras pessoas sobre qual a melhor decisão a ser tomada, as outras opiniões pouco influenciarão, pois os controladores já têm uma opinião formada sobre praticamente tudo. Em uma reunião, controladores interagem pouco e, quando encurralados, tendem a aumentar ainda mais a barreira que os afasta. Controladores e céticos têm muitas características em comum, porém, uma diferença importante é que os controladores precisam de muito tempo para decidir (eles odeiam ser apressados) e falam muito mais, principalmente quando suas opiniões são pedidas.Uma das piores coisas que você pode fazer com um controlador é apresentar sua proposta de maneira muito agressiva. Quando isso acontece, eles tendem a ver você como parte do problema e não da solução.

Muitos dos estilos têm características parecidas e é um desafio conseguir identificar rapidamente em qual cada um dos seus clientes se encaixa. A maioria das pessoas tem um pouco de cada, mas você precisa identificar aquele que é predominante.

Com a prática diária, você será capaz de classificar não só os seus clientes como todas as pessoas com quem se relaciona. E isso pode trazer excelentes resultados, pois aumenta sua capacidade de negociação e convencimento.

Para os vendedores, isso significa metas atingidas mais rapidamente. Para os gerentes significa menos esforços para que a equipe toda consiga bons resultados e mais interação com os diretores da empresa. Para diretores e empresários significa mais facilidade nas decisões estratégicas da empresa, tanto com os funcionários quanto com parceiros externos.

Que tal começar a identificar agora mesmo esses estilos? Comece por você mesmo: em qual deles você se encaixa? Depois, comece a prestar a atenção em como as pessoas apresentam propostas para você e no que elas estão falhando. Por que você se interessa apenas por algumas delas? Será que é somente pelo conteúdo ou é um pouco da forma como são apresentadas?

Depois, comece a avaliar as pessoas com quem mais se relaciona: seus vendedores, seu chefe, seu parceiro(a), sua mãe/pai, seus filhos e assim por diante. Lembre dos estilos de decisores e comece a apresentar as informações de maneira diferente, para pessoas de estilos diferentes.

Quando tiver treinado um pouco, comece a fazer o mesmo com os seus clientes e ensine seus vendedores a utilizarem essa técnica. Com o tempo, vocês conseguirão identificar na primeira reunião e até no primeiro telefonema, qual é o estilo do cliente e como você pode aumentar as chances dele dizer sim.

Não é difícil. Vocês terão apenas cinco formas de apresentar as informações. Assim que identificarem o perfil do cliente, basta apresentar de forma adaptada.

Assim, seu poder de persuasão será muito maior e com certeza os resultados aumentarão!

A fonte da juventude

A fonte da juventude

por Alzirita C. Travassos - stum@portalser.com.br

(Inspirado no poema: “Aninha e suas pedras” - de Cora Coralina)

Cora Coralina…
Meu Cora-ção
Cora-do ficou de emoção
Ao ler o seu belo poema
“Aninha e suas pedras”.

Ó! Cora Coralina…
Você deCora com doces rosas e flores mil
O jardim da minha vida sem-vida
Árido, envolto em pedras
Ávido de atenção, de carinho
- Sedento de sede -
Com a fonte da sua juventude
E com o seu imenso e incondicional
Amor à humanidade.

Doce! Cora Coralina…
Vou recriar a minha mesquinha vida…
Vou cuidar do jardim da minha alma…
Vou remover as pedras do meu caminho…

Minha querida e sábia
Cora Coralina Linda…
- Ave! -
Poetisa eterna.

(Obrigada por matar a minha sede)

Poema “Aninha e suas pedras” de Cora Coralina

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.

E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
.Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.

Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

Leia mais: Portal Ser

Quem já viveu uma paixão sabe.Conhece bem os sinais, os sintomas do estar apaixonado.Não existe normalidade no tempo de quem se apaixona.Tudo é inquieto demais, é extrapolação o tempo todo: do sentir, do pensar, do querer.Os pensamentos parecem um turbilhão, passam a colar nos sentidos.A gente nem percebe onde se situa o pensamento ou o sentimento.É um amálgama sensorial a eletrocutar a pele, a nos deixar eletrizados dia e noite.
Quem já se apaixonou conhece a diferença entre “estar amando” e “estar apaixonado”. A paixão desequilibra, nos tira o chão, nos exacerba todos os sentidos ou até os multiplica.Às vezes as sensações são tão atabalhoadas, às vezes tão intensas que já não se sabe se é o tato, o olfato, a audição, o paladar ou a visão que está sendo estimulada.É um mix.É um caldeirão de todas as bruxas do universo, cuja poção é preparada para alucinar, para seduzir irremediavelmente.
Quem já se submeteu ao sortilégio de uma paixão conhece os caminhos do paraíso e do inferno também. Já percorreu as ruas enfeitadas de flores tal qual as ruelas das cidadezinhas do interior em época de Semana Santa.E já teve a nítida sensação de levitar, de estar no céu em companhia divina.Mas também experimentou a queimação das entranhas, o fogo da consumição do auto-flagelo.Pois a paixão inclui êxtase e sofrimento, leveza e o ranger de dentes.
Quem já esteve apaixonado sabe da insegurança, conhece bem o ciúme, as noites mal-dormidas, mas sabe também da contemplação, do brilho inigualável dos olhos e do gozo sem limites.
Ah, são tantos e indefiníveis os sintomas da paixão!Mas o que mais me vem à mente ao tentar explicitar o que sinto em relação a esse sentimento é que paixão é um amor sem juízo, um amor restrito aos sentidos,imaturo, inconsequente, mas não menos importante.É como se fosse um diploma para se chegar ao amor pleno.Muita gente pode até viver feliz sem nunca ter se apaixonado, mas quem viveu uma ou mais paixóes estárá mais suscetível a amar por toda uma vida ,sem medo de ser feliz, pois passou pelas provações e pelo encantament
de uma entrega apaixonada.

Fé e História

Fé & História

Por Ivani de Araujo Medina

Fé travestida de História não dá. Pelo menos, para quem gosta mesmo de estudar o assunto. Não é novidade que a História, há muito, é utilizada como um instrumento de favorecimento ideológico. O porquê disso é a questão a ser cogitada neste artigo.
No segundo século da Era cristã, a fé era o motor da nova cultura (cristianismo) e também uma novidade. Como a razão continuava em alta nos meios cultos da época, somente depois da vitória da nova cultura - no quarto século – tanto a História quanto a arte se viram na condição de colaboradoras compulsórias para o bom desempenho da fé. Os primeiros símbolos cristãos aparecem nas moedas como instrumento de propaganda, desde 315. As últimas representações pagãs desaparecem em 323. É importante que se diga que antes disso - a partir do segundo século - já se tentava fazê-lo com a História. Assim sendo, viemos pela estrada do tempo fazendo valer um discurso literário comprometido com a nova cultura, no qual se confundem propositalmente alhos com bugalhos.
Para muitos, a Bíblia é a palavra de Deus e um documento histórico, ou seja, tudo que ali está é literal. Todavia, pretendendo abordar o que ali não está e é igualmente História. Por exemplo: não existe nenhuma referência histórica à cerimônia de doação do Antigo Testamento, pelos judeus aos gregos. Se isso não aconteceu, de que modo o Novo Testamento foi se juntar ao Antigo? Afinal, gregos e judeus se odiavam.
O Antigo Testamento (política religiosa judaica) e o Novo Testamento (doutrina ideológica cristã), juntos na Bíblia, nunca nos causaram espanto, porque fomos, desde cedo, acostumados a vê-los assim, preservados da crítica no abrigo do sagrado. O termo “Bíblia” é uma forma enganosa de convencimento, por não se tratar de uma obra cuja inteireza justifique a importância que esse termo alcançou. Pelo contrário, nela estão evidentes o conflito e o confronto instigados pelo anti-judaísmo do Novo Testamento, nos 25% que lhe cabem.

As palavras mais autênticas do Senhor dos Evangelhos não são as palavras judaicas, mas sim as não-judaicas e as antijudaicas. (STAUFFER cit. por LÄPPLE, 1973, p. 84)

Essa união de duas obras antagônicas, formando convenientemente uma terceira, sob um único título (Bíblia), antes de qualquer outra possibilidade interpretativa, é a prova material da cobiça (do valor pedagógico) do alheio. O Antigo Testamento ali está como o espólio de uma guerra cultural da qual não se deu notícia. Pouca gente sabe disso.
Poucos também percebem que o Deus dos dois testamentos é produto de concepções diferentes: no Antigo é um ser físico, no Novo é um ser abstrato. Isso leva a conclusão de que a compreensão do que sejam o judaísmo e cristianismo ainda não foi historicamente assimilada. A dificuldade decorre do fato de que muita propaganda religiosa ainda se passa por História. Obviamente, os mais sinceros teorizam sobre o ignorado.
Portanto, é expressivo sublinhar que a nossa cultura ocidental não é judaico-cristã como se diz. É heleno-judaica. O primeiro nome (heleno) indica a origem, como nipo-brasileiro, ítalo-americano, greco-romano etc. O cristianismo não é continuação e nem reforma do judaísmo, como se faz acreditar. São muitíssimo diferentes. Portanto, a história é outra.
O professor Richard Elliot Friedman, titular de hebraico e literatura comparada, na Universidade da Califórnia, doutor em teologia por Harvard e membro do Bilblical Colloquium, entre outras qualificações, em sua obra, O desaparecimento de Deus: um mistério divino, deixa entrever que a Bíblia hebraica é uma versão censurada, e, nela, a idéia da presença física da divindade entre os humanos foi desaparecendo nos livros seguintes ao do Gênesis. A interferência direta da divindade vai sendo substituída por visões ou sonhos, até atingir a total abstração pela ação indireta dos profetas, que passam a atuar como intermediários da vontade divina.

“Deus desaparece na Bíblia. Leitores religiosos e não-religiosos por certo irão achar tal afirmação surpreendente e intrigante, cada qual por suas próprias razões. Confesso, de minha parte, que a acho estarrecedora. A Bíblia se inicia, como todo mundo sabe, num mundo em que Deus está ativamente e visivelmente envolvido, mas não é assim que termina.” (FRIEDMAN, 1997, p. 19)

Outro judeu mais conhecido, Albert Einstein, em sua obra Como vejo o mundo, diz o seguinte:

“O judaísmo não é uma fé. O Deus judeu significa a recusa da superstição e a substituição imaginária para este desaparecimento. Mas é igualmente a tentação de fundar a lei moral sobre o temor, atitude deplorável e ilusória. Creio, no entanto, que a possante tradição moral do povo judeu já se libertou deste temor. Compreende-se claramente que “servir a Deus” equivale a servir à vida.” (EINSTEIN, 1981, p. 114)

Acrescento, por minha conta, que servir à História equivale (também) a servir à vida.
O motivo de tanta confusão sobre a idéia de Deus vem daí, e “desaparecimento” é a palavra chave. Quantos documentos desapareceram no correr da História para que outra história se firmasse em seguida. Se, também por isso, a verdade histórica é difícil de ser afiançada, ao contrário, a falsidade histórica sempre foi facilmente identificada. As fraudes pias são velhas conhecidas dos historiadores e pesquisadores de todas as tendências. No entanto, continuam-se batendo nas mesmas teclas amareladas das antigas fraudes, tentando justificar o improvável.
A ideologia da fé defende a tese de que o homem precisa ser enganado para reagir positivamente. Enquanto isso não se esclarece, errados sãos os que reclamam das omissões da História e aspiram pela verdade (ou pelo o que se pode depreender dela) a ser ensinada nas escolas e universidades públicas, sujeita a novas abordagens por causa da efetividade da pesquisa em todos os níveis.
O avanço tecnológico vem facilitando e dando maior confiabilidade ao exame das histórias antigas. Em vista disso, o futuro da parceria entre a fé e a História parece estar com os anos contados. A persistência e determinação da cultura dominante sugerem a existência de um bom motivo além das causas discerníveis. O que será que se coloca por trás dessa ocultação chamada “mistérios de Deus”? Tanto zelo não há de ser à toa.
Será que estamos nesse mundo como descendentes de colonos avançados ou de degredados mesmo, sem saber? Será que a fonte das nossas mazelas estaria na disputa entre a natureza herdada dos nossos criadores e a nossa natureza terrena? Seria a destruição do planeta uma conseqüência dessa disputa ás cegas? Será que a luta entre o Bem e o Mal se resume nisso? Muitos são os “serás” a se experimentarem no quarto escuro criado pela religião. Tomara que em breve as luzes se acendam.
Por enquanto é a ideologia da fé (a vencedora) que dá as cartas. Certamente, a exata identidade da religião ainda não foi revelada para quem aprecia verdadeiramente a História. Ninguém gosta de ser feito de bobo. Este é um assunto que diz respeito a todos, religiosos ou não. Sobretudo aos jovens estudantes de História e futuros historiadores (as), aos quais eu gostaria de lembrar: quando a gente sabe o que procura, os livros acabam contando.

____________________________________________________________
Bibliografia
LÄPPLE, Alfred. As origens da Bíblia. Petrópolis: Vozes, 1973.
FRIEDMAN, Richard Elliot. O desaparecimento de Deus: um mistério divino. Rio de Janeiro: Imago, 1997.
EINSTEIN, Albert. Como vejo o mundo. 10 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
MEDINA, Ivani de Araujo. Jesus Cristo – um presente de gregos. http://www.ebooksbrasil.org/ 2009.

Minha amiga era sinônimo de sensualidade.O seu jeito de ser nada tinha de comum.A princípio até enganava.Durante o dia estava sempre de calça jeans ou de roupa de ginástica (era professora de Educação Física).Quase não manifestava seu pensamento se estava no meio de pessoas desconhecidas ou se a reunião era formal.Mas nos momentos de descontração, numa roda de samba, ou numa pista de dança, a sua exuberância era tal que ofuscava todas as outras pessoas .Quem não a conhecia direito, chegava até a nutrir uma certa antipatia por ela, pois o magnetismo e a alegria que dela emanavam sempre chamavam a atenção de alguma forma.
Essa minha amiga tinha uma personalidade única: forte, contestadora, chegava com facilidade a uma rispidez que incomodava ou que fazia seus interlocutores se calarem, se não concordava com alguma coisa.E não foram raras as vezes que nos desentendemos em relação a alguns assuntos.E eu , que também sempre tive o temperamento forte, me silenciava diante de seus argumentos ,os quais ,muitas vezes, achava inadequados ou extremamente radicais. Nesses momentos o meu silêncio era uma maneira de preservar a nossa amizade. Éramos muito diferentes em vários aspectos.Mas o que mais sobressaía nela, o seu ponto mais forte ,relacionava-se principalmente ao seu jeito feminino de ser quando estava apaixonada.Aí era um derretimento só, mas que nada tinha a ver com pieguice, com aquela regressão tão própria de quem está apaixonado, que torna as pessoas meio infantilizadas, vivendo exclusivamente em função do amor.Não , ela não era assim.Sempre que estava amando, seus olhos e toda a sua pessoa brilhavam.A sua meiguice, a sua doçura, o seu sorriso atraíam os olhares de todos os que estavam por perto.E, é claro, ela era alvo fácil da inveja das mulheres.

Foi com essa amiga que aprendi muito.Principalmente a me soltar como mulher, a ser dona do meu prazer e não ter medo de senti-lo.No quesito sedução, não conheci mestra melhor.Graças a ela, a pessoinha sem graça que fui, a jovem doentiamente tímida deixou emergir uma mulher plena, feliz em sua feminilidade, capaz de viver sua sexualidade sem falsos moralismos.Pela cartilha dessa minha amiga, aprendi mais do que com os vários livros sobre relacionamentos que li.Principalmente aprendi com seus desacertos, com sua angústia.É, porque o sofrimento também fez parte da vida dessa minha amiga.A sua trajetória de mulher foi dolorida , com altos e baixos , mas que ela enfrentou com coragem e determinação.Aliás , só quem sabe da dor, pode saber do amor e de suas alegrias.

Então,com essa minha amiga, a qual sou eternamente grata, aprendi o que posso fazer e o que não devo colocar em prática.Não por ela ter sido sempre bem-sucedida em todas as suas empreitadas, principalmente as amorosas, nada disso.Justamente pela sua transparência, pela sua verdade, pela sua generosidade em compartilhar suas experiências é que hoje estou aqui a falar da sua riqueza como pessoa.

Hoje ela não mais está aqui entre seus amigos.Partiu para uma outra galáxia.Com certeza está por lá distribuindo sensualidade, encantando a todos com o seu sorriso ou até mesmo criando uma polemicazinha .Mas por certo estará seduzindo a todos com o seu jeito único de ser.

O seu coração bateu intensamente por vários amores.Até um pouco antes de sua partida, estava apaixonada .Pena que seu último amor não estava com ela nos derradeiros instantes,mas ela levou consigo uma capacidade de entrega aos sentimentos , uma coragem em recomeçar que nunca reconheci em outra pessoa.

Deixo aqui registrado o meu tributo, a minha homenagem a minha amiga querida, com quem compartilhei momentos inesquecíveis.E que em qualquer dimensão que esteja, que sua luz siga iluminando todas as outras manifestações de vida ao seu redor.Afinal, independentemente da fé de cada um, a gente sempre aposta na transcendência e , de uma maneira ou de outra, exercitamos a espiritualidade.

Detalhes que fazem a diferença na hora da venda…

Você se entende bem com seu produto? Você acredita piamente no produto ou serviço que presta? Perguntas como essas ajudam nas vendas. Por que? Vejamos!

• Esquiadores vendem mais jet-ski do que aqueles que não sabem esquiar.

• Micreiros vendem mais computadores e programas do que vendedores que nada sabem do assunto.

• Desportistas, mesmo amadores, vendem mais artigos esportivos que pessoas que nunca pisaram numa quadra ou numa pista de atletismo.

• Pessoas magras e atléticas vendem mais títulos de clubes e planos de academias do que aqueles que estão acima do peso normal.

Um estudante de medicina, após sério acidente motociclístico, machucou-se a ponto de não poder ficar em pé, pelas fortes dores que sentia. O tratamento médico não lhe trouxe alívio suficiente, então buscou ajuda da fisioterapia, cujo tratamento eliminou o problema.

A experiência o impressionou tanto que ele passou a estudar fisioterapia. Mais tarde utilizou os métodos fisioterapêuticos para curar a artrite que afligia seu pai há muitos anos. Como resultado dessas experiências e de contínuos sucessos obtidos com muitos pacientes, este rapaz é hoje um vendedor bem-sucedido de aparelhos de fisioterapia.

O que podemos aprender com esses exemplos citados é que mesmo que você venda areia e cascalho, você precisa acreditar que a areia e o cascalho vendidos por você são os melhores do mercado e que os produtos, serviços e a confiabilidade da empresa, para a qual trabalha, sejam também os melhores. Você deve sim assumir esse compromisso com seus clientes e consigo mesmo.

É com essa confiança, com esse entusiasmo que você passará a vender mais, ajudando assim a construir o sucesso em sua carreira profissional.

Você ficará surpreso como sua resposta virá em segundos.

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Quem pode viver
preso no passado
deixando de lado
as demandas do hoje?

Quem pode se tornar refém
do que está além
da possibilidade?

Como viver o amanhã
se é agora o que se tem
se o momento é este
e o futuro a Deus pertence?

A gente sabe de tanta coisa
entende da fugacidade do tempo
da imprecisão da vida
da preciosidade dos minutos
segundos e horas

E da gratuidade da beleza
do luar esplendoroso
do pôr-do-sol majestoso
do concerto matinal
dos passarinhos
e do bailado suave dos colibris

Tudo que está ao nosso alcance
o que vemos diante dos olhos
às vezes passa batido
e voltamos para lá
à época do que foi vivido
com um quê de saudade
entristecida
buscando o que pertence
ao passado

E quando isso não acontece
voamos no pensamento
para a Terra do Nunca
não aquela da infância eterna
de Peter Pan
mas a que representa
a incerteza do amanhã

Assim a gente se amargura
vem a ansiedade
solapando do coração
toda a ternura
que podia reinar absoluta
caso fosse fácil
viver biblicamente

Se conseguimos essa proeza
de estar no tempo certo
de voltar ao passado
tão somente como lembrança
e do futuro
fazer meras considerações
quiçá o presente
não se torne um deserto
de sinceras e amenas emoções
que seja de fato uma dádiva
e cada dia possa ter
a sua vez
de se revelar em toda
a sua plenitude

Pequenas igrejas e grandes negócios
Por: Ivani de Araujo Medina

O título deste artigo é uma alusão ao programa de televisão “Pequenas empresas e grandes negócios” que é apoiado pelo SEBRAE (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e serviu de parodia a estudantes universitários do Paraná. Uma forma irônica de assinalar o crescimento de uma atividade de baixo investimento e alto poder de capitalização &9472 as novas igrejas evangélicas.
O número de programas de pastores e missionários cresce no rádio e na televisão, contando com a isenção de impostos que o governo concede a esse tipo de atividade cada vez mais incensada no meio político. Quanto mais arrecadam, mais horários compram nos meios de comunicação para expandirem seus negócios. Este tipo de crença é um excelente produto porque preenche uma lacuna ignorada pelos demais segmentos da sociedade. Estabeleceu-se no segundo século da Era Cristã em função da paz, sem a qual a atividade comercial seria impossível.
Deus e prosperidade são partes de um mesmo processo, ainda cultivado na sombra, que envolve estabilidade, coesão social e captação de recursos. Sim, me refiro ao Deus do Antigo Testamento e não a idéia de Deus do Novo Testamento ou de qualquer outra origem quando são abstratas demais. Quero dizer com isso que Deus tem que parecer real. É a funcionalidade do Antigo Testamento que se encarrega disso, de dar a sensação de convencimento ao crente. Já imaginou o cristianismo sem ele, somente com suas idéias abstratas? Impossível, não? Mesmo odiando os judeus, Irineu, um dos pais da Igreja, havia percebido a sua vital importância quando optou por fulminar o gnosticismo.
A vocação dos judeus para ganhar dinheiro está ligada a sobrevivência da cultura judaica. Precisavam comprar favores das autoridades nas sociedades nas quais haviam se incluído como um corpo estranho. Moravam em bairros próprios e preservavam seus costumes. Eram impermeáveis a idéias e hábitos do mundo antigo dominado pelos gregos. Faziam concessões apenas na moda O dízimo era uma forma de financiamento do direto de ser judeu. Era o preço que pagavam literalmente pela obstinação de permanecerem fies a própria cultura.
No entanto, dinheiro significa poder e a esperteza é tão antiga quanto a Humanidade. No judaísmo antigo o abuso das famílias sacerdotais &9472 os saduceus &9472 chegou ao fim com a destruição do segundo templo na guerra romano-judaica de 66-70/3 e o desaparecimento definitivo desta classe religiosa. A partir daí, não houve mais liderança centralizada no seio do judaísmo. O enriquecimento ilícito apoiado na tradição e na ignorância dos convertidos tornou-se coisa do passado.
Entretanto, no mundo não-judeu, cada vez mais, templo é dinheiro. O protestantismo, que deu origem as igrejas evangélicas, buscou se libertar da autoridade da Igreja Católica Apostólica Romana e do seu jugo econômico e financeiro, inspirando-se no acéfalo modelo judeu, no qual cada um respondia diretamente a Deus pelos seus atos. Já o catolicismo preservou o elitizado modelo Greco-romano, no qual todos deviam obediência incondicional ao representante de Deus na Terra &9472 o Papa. Essa diferença se fez sentir mais claramente na colonização das Américas. Hoje temos a afortunada América protestante e a problemática América católica, com suas intermináveis dificuldades de ordem social.
O óbvio sucesso da teologia da prosperidade na América católica tem encorajado a profissão de pastor evangélico, tendo em vista o enorme potencial de mercado por aqui. Existem cursos diversos visando à formação de arrecadadores cada vez mais competentes. Uma indústria específica se forma no Brasil com o diversificado talento brasileiro para o comércio da fé. Igrejas brasileiras já se espalharam pelo mundo como as norte-americanas, e competem com elas pau a pau. Vendem sabonetes abençoados, pedrinhas abençoadas de Jerusalém, organizam excursões à Terra Santa entre outras tantas formas de arrecadação.
Quando falamos em santidade não podemos esquecer de que as histórias da Terra Santa ainda são escritas com sangue, justamente por causa disso (santidade). “Santo” significa separado, o que na prática sempre trouxe mais problemas do que soluções. Assim sendo, por ironia do destino, observamos a existência de um santo ideal a diferenciar o dízimo judeu do dízimo dessas igrejas recentes.
Todavia, mesmo sem admirar religião alguma, devo admitir que o protestantismo também ofereça modelos de coerência ideológica. Por exemplo, nos Estados Unidos da América do Norte, a comunidade protestante dos quakers é uma verdadeira amostra de vida santa (separada). Lá, o dízimo faz todo sentido por mantê-los com são, numa sociedade pacifista, igualitária e apartada da vida mundana. Esse é o ponto aonde eu queria chegar.
A compreensão do significado do dízimo é fundamental para desmascarar essa aventura religiosa que se serve de engodos do tipo: “Quanto mais você oferecer a Deus mais graças Ele te concederá”. “Seja um abençoado, ajudando a tua igreja a divulgar ainda mais a palavra de Deus, assim Ele te concederá vitórias”.
Pequenas igrejas são grandes negócios porque a história da qual resultaram as grandes e mais antigas igrejas, ainda se encontra na sombra de um passado fraudulento, cuja inspiração, notadamente materialista, continua a acalentar o desejo de um domínio absoluto da Humanidade. O historiador Arnold J. Toynbee previu que o grande confronto do século XXI será entre o cristianismo e o islamismo. Perigo que a fé recusa enxergar. Espero que, de alguma maneira, consigamos esvaziá-lo antes.

II. Os bons vendedores ouvem mais…

Um treinador de basquete de uma universidade, ao recrutar um jovem jogador ainda no colegial que estava se tornando famoso em sua cidade e após vê-lo jogar numa partida importante para o campeonato estadual, foi visitar o rapaz e seu pai. Explicou-lhes as limitações das bolsas oferecidas pela instituição que representava e ofereceu uma bolsa parcial. Pai e filho não disseram uma só palavra.

Embora o treinador já tivesse negociado várias ofertas de bolsas, com muitos pais espertos e ambiciosos, perturbou-se com aquele silêncio. Não esperava que um garoto de dezessete anos fosse se mostrar difícil. Então, melhorou sua oferta, acenando com uma bolsa total.

Mais tarde, o treinador veio a saber que o silêncio do garoto não era uma tática de negociação. Ele era tímido e seu pai era ingênuo. Para os dois, a oferta inicial fora tão generosa que não sabiam o que dizer.

Existe uma maneira de saber se um vendedor é um principiante ou um vendedor experiente. É a maneira como o outro lado lida com o silêncio. Um profissional só fala para melhorar a ausência de palavras. Um amador fala demais, provavelmente par preencher o vácuo criado pelo silêncio. Se desejar uma rápida concordância do seu cliente, apenas fique sentado e não diga nada.

Você ficará surpreso como sua resposta virá em segundos.

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